Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

CEDO OU TARDE A GENTE VAI SE ENCONTRAR

O tema delicado da perda de parentes próximos como pai, mãe ou filhos, via de regra é tratado também através de canções muito populares. Assim aconteceu com as músicas "Fada", da dupla Victor e Léo e "Gostava Tanto de Você", cantada por Tim Maia. Hoje, como uma canção de destaque do disco "Agora", a banda NX Zero traz "Cedo ou Tarde", que virou hit da internet, com quase 5 milhões de exibições do clip oficial.

A letra (veja abaixo) é uma homenagem ao pai de um dos integrantes do grupo, o guitarrista Gee (Leandro Franco da Rocha). O músico perdeu o pai durante um assalto em São Paulo, quando ainda era criança. Há alguns meses, Gee sentou-se com o vocalista da banda, Di (Diego), e os dois fizeram a letra, que na verdade é uma carta ao pai do rapaz. Veja agora um vídeo feito a partir da música, também disponível no YouTube.

Confira a letra da canção:

Quando perco a fé,
Fico sem controle
E me sinto mal, sem esperança
E ao meu redor,
A inveja vai,
Fazendo as pessoas se odiarem mais.

Me sinto só, (me sinto só)
Mas sei que não estou (Mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento
Meu medo se vai, (Meu medo se vai)
Recupero a fé, (Recupero a fé),
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou Tarde (Cedo ou Tarde)

(Refrão)
Cedo ou tarde
A gente vai se encontrar,
Tenho certeza, numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar.

Você me faz querer viver,
E o que é nosso,
Está guardado em mim e em você
E apenas isso basta

Me sinto só, (me sinto só)
Mas sei que não estou (Mas sei que não estou)
Pois levo você no pensamento
Meu medo se vai, (Meu medo se vai)
Recupero a fé, (Recupero a fé),
E sinto que algum dia ainda vou te ver
Cedo ou Tarde (Cedo ou Tarde)

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

'NOSSO LAR' : NOVO PROJETO DO CINEMA ESPÍRITA


Na esteira do sucesso de "Bezerra de Menezes", e da pré-produção de "Chico Xavier" pela Globo Filmes, o novo roteiro de temática espírita deve ser o longa-metragem Nosso Lar, baseado na obra de Chico Xavier pelo espírito André Luiz. O projeto é da Federação Espírita Brasileira (FEB) e da Cinética Filmes. Segundo os produtores, nos últimos dez anos a doutrina espírita, codificada na França no século XIX, "cresceu mais de 40% no Brasil, principalmente entre os jovens". O Brasil é o maior país espírita do mundo, com cerca de 20 milhões de cidadãos que professam ou simpatizam com o Espiritismo.

O roteiro é baseado no livro "Nosso Lar", primeiro romance trazido pelo médium mineiro Chico Xavier, da série em parceria com o espírito do médico André Luiz. Narra sua trajetória depois de desencarnar, passando pela cidade espiritual que dá nome ao livro, até retornar à Terra para rever seus familiares. Em essência, "é a história de um homem que vai aprender a amar a si e aos semelhantes - e a Deus sobre todas as coisas".

Publicado inicialmente em 1944, o livro encontra-se em sua 58a. edição e, em breve, alcançará a marca de 2 milhões de exemplares vendidos, já tendo sido traduzido para o alemão (duas versões), francês (duas versões), inglês (três versões), japonês, esperanto, italiano, espanhol, grego e tcheco. Considerado como um dos 10 melhores livros espíritas do século XX (pesquisa da Organização Candeia), já foi montado em peças de teatro e em programas de rádio. Agora, pela primeira vez, será levado às telas de cinema.

O filme ainda está na fase inicial de captação de recursos, mas o projeto é lançá-lo em 2010.

BEZERRA DE MENEZES : VEJA RELAÇÃO DE CINEMAS


O filme “Bezerra de Menezes” surpreende na bilheteria e atinge 330 mil espectadores. Um pouco mais de um mês de exibição nos cinemas e o número de espectadores da produção continua surpreendendo, apesar da opinião desfavorável da crítica especializada. Esta semana, o filme produzido no Ceará atingiu a marca de 330 mil espectadores, chegando a listar entre os campeões de bilheteria do último final de semana. Até agora, São Paulo está na liderança, com 19,03% da renda acumulada, seguida pelo Rio de Janeiro, com 7,40%. Para suprir a crescente procura pela produção cearense, desde a estréia a distribuidora Fox Filmes vem ampliando o número de salas de exibição, que atualmente somam 64 em todo o Brasil. Para atingir o público distante das capitais, o filme está passando por um rodízio de salas na última semana, estreando em cidades do interior. Veja aqui a relação de salas de exibição.

“Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito" conta a história do médico e humanista cearense Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (o “Médico dos Pobres” nasceu em 1831, na localidade de Riacho do Sangue, hoje, município de Jaguaretama, no interior do Ceará, e faleceu em abril de 1900, no Rio de Janeiro). O longa é uma realização da ONG Estação da Luz e tem na produção a Trio Filmes. Com um orçamento de aproximadamente R$ 2,7 milhões, a direção é dos cineastas Glauber Filho e Joe Pimentel e traz no elenco atores de renome nacional, como Carlos Vereza, Lúcio Mauro e Caio Blat e um casting de atores cearenses, como Magno Oliveira, Lucas Ribeiro e B. de Paiva, entre outros. O filme teve locações em cidades como Fortaleza, Guaramiranga e Maranguape, no Ceará, além de cenas gravadas em Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ).

“Bezerra de Menezes tem sido um fenômeno nas bilheterias. Projetamos vida longa ao filme, ao contrário de outros filmes nacionais ou estrangeiros”, destaca a diretora geral da Fox Filmes do Brasil, Patrícia Kamitsuji.

PEÇA ESPÍRITA : E A VIDA CONTINUA...

Estará em cartaz até o dia 22 de fevereiro de 2009, no Teatro Princesa Isabel, em Copacabana, Rio de Janeiro, a da peça “E a Vida Continua...”. A produção é resultado da popularização da temática espírita nos palcos, responsável pela atração de cerca de 3,5 milhões de espectadores. A peça é baseada no livro homônimo psicografado por Chico Xavier e publicado pela editora da Federação Espírita Brasileira, que já vendeu mais de 600 mil exemplares. Segundo o ator e produtor Renato Prieto, o projeto de levar a dramaturgia até à teoria kardecista começou há cerca de 20 anos, quando ele recebeu de Augusto César Vanucci, na época um dos diretores da Rede Globo, uma proposta para desenvolver nos palcos uma adaptação das pesquisas desenvolvidas por Chico Xavier.

A idéia se consolidou com a montagem de “Além da Vida”, que ficou nos teatros brasileiros até janeiro do ano passado, e que rendeu mais adiante a peça “Allan Kardec: Um Olhar para a Eternidade” e “Lembranças de Outras Vidas”. “O êxito dos temas espíritas está na identificação da platéia com o que é mostrado em cena. Desde que comecei 'Além da Vida', noto que as pessoas se sensibilizam com determinadas situações como se fizessem parte de sua história. Isso não é proposital. Isso se dá pela universalidade das questões representadas no palco, como perda, família, fraternidade”, explica Prieto. “Estamos iniciando o novo milênio e o homem ainda procura respostas para o mistério da vida e da morte”.

“E a Vida Continua...” conta a história de Evelina Serpa e Ernesto Fantini, personagens que cultivam algo em comum: o fato de padecerem de doenças incuráveis e a consciência de que vão desencarnar, quase simultaneamente. Eles acabam se conhecendo na clínica onde fazem tratamento, e aproveitam para conversar sobre a possibilidade da existência de vida após a morte. Tempos depois, encontram-se num outro hospital e comentam sobre uma sucessão de fatos estranhos. Então vem o inesperado. Eles descobrem que não estão mais no plano terrestre, que estão mortos. “A trajetória dos personagens, tanto no livro de Chico Xavier quanto na adaptação de Cyrano Rosalém agora para o teatro é exemplo significativo das inúmeras responsabilidades que assumimos uns com os outros, vida após vida, encarnação após encarnação. Uma sucessão de reencontros nos dá a oportunidade de consertar velhos erros, evoluir moral e espiritualmente, porque a morte é apenas uma passagem, e a vida continua...”, argumenta Prieto.

A arte vem explorando a relação “vida e morte” com sucesso e repercussão. “Além da Vida”, de Chico Xavier, já está há 20 anos em cartaz; “Laços Eternos”, em exibição em São Paulo, há oito, além de 10 anos de “Lembranças de Outras Vidas” e dois de “O Cândido”. Mas fora dos palcos esta tendência já vinha crescendo, na televisão com a novela “A Viagem”, da Rede Globo, e no cinema, em filmes como “Ghost - Do Outro Lado da Vida”, “Além da Eternidade”, de Spielberg, e “Amor Além da Vida”, estrelado por Robin Willians. Mais recentemente, o espanhol Alejandro Amenábar lançou “Os Outros”, com Nicole Kidman, em exibição nos cinemas de Rio Preto, um dos roteiros mais inteligentes quanto à sua abordagem e posicionamento diante do espiritismo.

Serviço - Elenco: Renato Prieto, Cyrano Rosalém, Priscila Danny, Sylvia de Silva, Patrick Dadalto, Adriana Mattos, Luciano Cazz, Vania Veiga e Alexandre Wacker - Teatro Princesa Isabel – Av. Princesa Isabel, 186 – Copacabana - Rio de Janeiro - Sexta a domingo às 19:30 hs – TEL 2275-3346 - Ingressos: R$ 30,00 - Em cartaz até 22 / 02 / 2009

A ORIGEM DO DIA DAS BRUXAS

Hoje (31/10) comemora-se o Halloween, popularmente chamado de Dia das Bruxas, festa que se popularizou no últimos anos no Brasil. Nesta época, são realizadas diversas festas para marcar a data. Quando os celtas inventaram o Halloween, a tradição não mandava comer guloseimas nem se fantasiar de bruxa. O objetivo era celebrar o começo do inverno e homenagear os espíritos dos mortos.

Na região da atual Irlanda, há aproximadamente 2 mil anos, os celtas comemoravam seu ano novo em 1º de novembro, data que também marcava o fim das estações quentes do ano. Eles acreditavam que, na véspera, chamada de “Samhain”, o mundo dos vivos e dos mortos se mesclava. A festa do “Samhain” incluía o sacrifício de animais e uma grande fogueira em homenagem aos mortos. O cristianismo é que teria injetado o ar “diabólico” ao Halloween, já que associava espíritos e fantasmas ao paganismo e ao mal. Mas a festa originalmente não tinha a intenção de ser assustadora, e sim uma celebração.

“O Halloween como o conhecemos hoje vem da época em que os missionários cristãos tentaram mudar as práticas religiosas dos celtas”, analisa Santino. Para substituir a festa pagã do “Samhain” por uma comemoração cristã, a Igreja Católica determinou que o 1º de novembro seria o Dia de Todos os Santos (All Saint’s Day), também chamado de All-hallows. A véspera, portanto, era chamada de All-Hallows Eve, que depois virou Halloween.

A festa se popularizou nos EUA com a chegada de um grande número de imigrantes irlandeses, no século XIX, e a ela foram agregadas diversas novidades. Uma delas é o uso de fantasias. Já que os celtas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, os espíritos dos mortos vagavam junto a fadas, bruxas e demônios, estes acabaram sendo os temas mais comuns dos disfarces de Halloween. A tradição de “gostosuras ou travessuras” também pode ser creditada aos celtas, que costumavam oferecer comida aos espíritos do Halloween para aplacá-los e para indicar-lhes o caminho das casas de suas famílias.

As abóboras ocas e recortadas, outro ícone do Halloween, são tipicamente norte-americanas. “Uma lenda celta dizia que um espírito que não conseguia ir nem ao céu nem ao inferno usou uma lanterna para guiar-se. Os irlandeses, ao imigrar aos Estados Unidos, conheceram as abóboras e perceberam que, ocas, elas também funcionavam bem como lanternas e continuaram assim a tradição”, diz Santino. No Brasil, redes de escolas de idiomas passaram a incluir o Halloween em suas atividades culturais.