16 de set de 2007

POR QUE NÃO LEMBRAMOS DAS VIDAS PASSADAS?


Por Tiago Carvalho
Edição: Lauro Henriques Jr.

Simplesmente porque a vida atual se transformaria numa grande confusão. Imagine, por exemplo, o quão desagradável seria se você soubesse que hoje trabalha ao lado de alguém que o matou violentamente em uma outra encarnação. Aliás, não seria nada prazeroso para ambos.

Um dos pilares da doutrina espírita é a idéia da reencarnação, segundo a qual nossa alma se encontra, vida após vida, em evolução constante rumo à perfeição (veja matéria no volume 1, pág. 44). Nesse sentido, cada existência pertenceria ao seu devido tempo, legando ao espírito o direito de passar por novas experiências e, com isso, evoluir. Tomemos o caso hipotético que abre a reportagem. Em vez do assassinato cometido em outra vida ser pago na mesma moeda do ódio – o que teria grandes chances de acontecer caso a vítima se recordasse do evento –, o autor do crime deverá passar por alguma vivência por meio da qual possa se redimir de sua falta e se aperfeiçoar.

A existência presente não serviria apenas para a correção de erros passados. Ela seria ainda uma oportunidade de cometer novos equívocos, que, por sua vez, também contribuirão para o aprendizado do ser espiritual. Ou seja, não lembramos do que passou para que possamos aprender com o que virá.

“Allan Kardec nos falou da importância do véu do esquecimento. Podemos imaginar que esse véu é uma membrana entre o nosso consciente e o nosso inconsciente – local onde fica armazenada a memória das outras vidas –, de modo que por essa membrana só passem elementos necessários à nossa existência atual”, afirma Arleir Bellieny, terapeuta de vidas passadas e fundador da Associação Médico Espírita do Rio de Janeiro. “Lembramos apenas daquilo que favoreça a nossa evolução.”

Esse bloqueio relativo às memórias de outras encarnações, contudo, não seria intransponível. Para os terapeutas de regressão – muitos deles ligados ao meio espírita –, o indivíduo pode mergulhar em outras vidas para entender eventos que por ventura estejam influindo negativamente em sua existência atual. Mas esse mergulho no “pretérito imperfeito” – que se dá por meio de técnicas de regressão, como a hipnose – deve ser direcionado apenas a fatos específicos, e não com o objetivo de recordar tudo que se passou. A lembrança desordenada das vidas passadas poderia, inclusive, causar distúrbios graves. “Um quadro psicótico, não raro, é efeito da memória indiscriminada de vidas passadas sobre a atual. É como se o véu do esquecimento apresentasse diversos furos, por onde passam recordações indesejáveis que perturbam a pessoa”, diz Bellieny.

Texto publicado no Especial 150 anos do Espiritismo - Volume 1 (pág. 11) - Seção "Questões d'além vida", do Almanque Abril, da Editora Abril.

1 Comentário:

NEIDE SANTOS disse...

SOBRE O FATO DE NAO LEMBRARMOS DE VIDAS PASSADAS..EU INFELIZMENTE ...ME LEMBREI..INVOLUNTARIAMENTE..DIGO INFELIZMENTE..PQ..ME PERTURBOU MUITO..LEMBREI DE UMA PESSOA NA QUAL CONVIVEU COMIGO..E QDO A ENCONTREI NESSA VIDA EU IMEDIATAMENTE IDENTIFIQUEI..E A CHAMEI PELO NOME...NAO SEI POR QUAL MOTIVO ISSO AOCNTECEU COMIGO..FOI UM GDE AMOR..Q TIVEMOS..E HJ APÓS CINCO ANOS...NUNCA MAIS O VI NESSA VIDA..SIMPLESMENTE ME LEMBREI DE UMA ESTORIA..Q NAO VIVO HJ..POIS SOU SOZINHA E NUNCA AMEI NINGUEM NESSA VIDA...APÓS ESSA LEMBRANÇA TIVE ENCONTROS ESPIRITUAIS A NOITE C ELE...NOSSA..FORAM TRES ANOS DE QUESTIONAMENTOS..POR E ME LEMBRE..SIMPLESMENTE..P QUE...PARA COMPARAR AS DUAS VIDAS E SENTIR UM ENORME VAZIO DENTRO DE MIN..ATÉ HJ..E ENQUANTO EU VIVER

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