25 de out de 2007

REENCARNAÇÃO : A IGREJA E OS CÁTAROS

Como formadora de nossa religião básica e de nossa cultura, seria impossível não citarmos a Igreja Católica e sua posição a respeito da reencarnação. Bom, ela é contra. Conforme estudamos, vamos abrindo a mente para questionamentos antes impossíveis. E nes­sa hora que perguntamos: Por quê?
Talvez tenha sido um erro de interpretação. Je­sus não foi bem compre­endido em alguns pontos. Até no básico "Amai-vos uns aos outros" Ele teve problemas. Já contei so­bre o "buraco da agulha", citado na parábola do homem rico. Pra quem não lembra ou não leu, é rápido. O "Buraco da Agulha", interpretado li­teralmente, é, na verda­de uma falha numa pedra que era caminho comum naquela região, naquela época. Para passar por este caminno, o camelo precisa se ajoelhar. Então, quando Jesus disse "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus", ele não estava dizendo que ricos não vão para o céu nunca. Ele quis dizer que é mais fácil um camelo ajoelhar do que um rico mostrar humildade e, por isso, seria difícil entrar no Reino dos Céus, não pelo excesso de bens, mas sim pela escassez de humildade.

Esse é só um dos erros de interpretação que foram perpetrados por séculos no Cristianismo.(...).

Os cátaros foram um bom exemplo de até onde o poder estabelecido iria para manter ou banir determinada crença. Também chamados albigenses (por serem da cidade de Albi, na França), eram conhecidos como "os puros". Eles acre­ditavam em reencarnação e numa vida ascética, sem sexo ou luxo, não comiam carne e acredita­vam que o mundo era do demônio e que a alma humana teria que passar por diversas vidas até atin­gir um grau de purificação e poder se libertar definitivamente do corpo físico.

A Igreja Romana não gostou muito das teori­as da nova seita (dizia-se que tinham mais de um milhão de seguidores) e considerou-os hereges, além de uma ameaça ao poder clerical. Isso acon­teceu no século XIII, e a Igreja mandou soldados para Albi para resolverem a questão. Os cátaros eram pacifistas e se refugia­ram no castelo de Montségur, nos Pirineus. O castelo era uma fortaleza e parecia instransponível, mas caiu durante o certo católi­co em 1243-1244. Foram 201 cátaros capturados (diz-se que muitos fugiram) e, como se recusassem a re­nunciar a sua ré, foram le­vados à fogueira em Toulouse, em 1244.

Essa história de terror ainda reverte para os tempos atuais justamente neste tema, a reencarnação. Artnur Guirdnam, psiquiatra formado em Oxford, recebeu para uma consulta uma jovem atormentada por pesadelos, em 1962. Durante anos, a moça (nomeada como Senhorita Smith nos relatos posteriormente publicados) teve pesadelos que pareciam lembranças passada na França, no século XIII, entre os cátaros. Seus cadernos de menina traziam trechos de poesia provençal que ela dizia ser do namorado imaginário Roger, um cátaro.

Uma das coisas que chamou a atenção do psiquiatra foi a descrição dos mantos (usados pêlos cátaros). A moça dizia serem azul escuro, em­bora historiadores tradicio­nais registrassem esses man­tos como negros. Novas pesquisas, no entanto, revelavam que eram de fato azul escuro. A história fica ainda mais surpreendente quando Guirdnam consegue reunir oito pessoas que possuíam memórias de uma vida entre os cátaros. Alguns fenômenos estranhos perseguiam esse grupo. Freqüentemente alguns membros do grupo sentiam dores físicas na data do aniversário da execução na fogueira. Uma mulher chegou a exibir bolhas de queimaduras. Guirdham escreveu três livros sobre o assunto e sustentou que aquele grupo passara por diversas vidas juntos, inclusive, entre os cátaros. (...)

Muitas pessoas procuram provas da existência da reencarnação com determinação incrível. Outras parecem ter nascido acreditando nisso, como se fosse uma verdade que sempre fez parte delas. O fato é que a fé é bela, mas a lógica ajuda. Nossas mentes não estão mais tão entregues à fé e precisamos que certas coisas façam sentido. Precisamos conhecer as regras. Por isto, nada mais interessante para isso do que mostrar alguns casos que comprovam que não estamos birutas. Alguns se tornaram famosos, enquanto outros ainda são desconhecidos. O que mais atrai em todos esses casos é que eles poderiam acontecer com qualquer um de nós. São tais casos que conheceremos no próximo texto.


Por Eddie Van Feu
Este é o terceiro artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante.
Extraído da série "
Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

Artigos relacionados :
Parte I : Começando pelo fim
Parte II : Um pouco de História
Parte III : A Igreja e os Cátaros
Parte IV : Outros casos
Parte V : A Roda da Vida
Parte VI : Caminho do aprendizado
Parte VII : Karma ou aprendizado
Parte VIII : Dívidas em Família
Parte IX : O país em que nascemos
Parte X : A armadilha do suicídio
Parte XI : Perigosa curiosidade
Parte XII : A vida em memórias e sonhos

4 Comentários:

André disse...

Olá companheiro espírita. Gostei do blogue :) E desse artigo em particular.

marcel disse...

Olá gostaria de registrar que adorei esse artigo .

Ribamar Bezerra disse...

Um único ato como esse invalida para mim qualquer valor que essa instituição traga. Como as pessoas podem passar por cima de tamanha crueldade e seguir uma religião como essa?? ¬¬

Anônimo disse...

Me identifico muito com o blog! Estou lendo todos os textos :)

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