23 de jan de 2008

REENCARNAÇÃO - CAMINHO DO APRENDIZADO

Depende de que tipo de aluno você é! Bons alunos se esforçam, aprendem rápido e passam de ano. Maus alunos dão trabalho, deixam tudo pra cima da hora, não prestam atenção e recla­mam surpresos quando não passam de ano. Antes de mais nada, precisamos encarar esse fato atordoante. Estamos aqui para aprender. O problema é que, embo­ra estejamos todos na mesma escola, as lições são diferentes para cada um. Lembra da máxima do filósofo e piadista Renato Rodrigues? "Cada um tem seu cada um". É burrice forçar alguém a aprender algo para o qual ela não está pronta. Eis porque não vale a pena brigar com pessoas que simplesmente pensam dife­rente. Devemos tentar entendê-las e conviver com elas. Nada mais.

As formas de aprender são extremamente ricas. Aprendemos nas pequenas coisas e, claro, nas grandes (às vezes, são tão grandes que não conseguimos ver). Aprende­mos em família, com amigos, com inimigos e com o mun­do a nossa volta. Daí a noção de que estamos onde deveríamos estar, pois há algo na nossa situação tentando nos ensinar alguma coisa. Quando estamos na pior, deprê, sem dinheiro, frustrados por qualquer coisa, devemos procurar a lição em­butida nisso. Nada vem sem sua dose de aprendi­zado. Momentos felizes nos ensinam coisas, tanto quanto os tristes. A diferença é que tendemos a não prestar atenção nos momentos felizes e por isso temos que passar pelos tristes (...) . Só que às vezes a reguada dói...

Como sempre digo, temos duas formas de aprender: por bem ou por mal. Crescemos com o conceito de sofrimento que leva ao paraíso e nos viciamos a escolher não necessariamente a porta mais estreita, mas com certeza, sempre o caminho mais doloroso. Eis porque parecemos muitas vezes nos auto-boicotar, seja em relacionamentos, seja na carreira profissi-onal.

E duro termos que encarar a verdade agora. Sofrimento não tem nada a ver com aprendi­zado. Você pode sofrer como um coitado e nem por isso aprender alguma coisa. Também podemos viver plenamente sem dor e aprendermos mui­tas coisas. Tudo é uma questão de reaprender­mos a ver o mundo. Por exemplo, quando algo dá errado por causa de algo que fizemos, não é um castigo divino. E mui­ta presunção de nossa par­te acreditar que a Divin­dade presta tanta atenção assim em nós a ponto de monitorar cada passo em busca de uma oportunidade de castigo. Devería­mos substituir a frase "Deus castiga..." por "Deus ensina...". Quando erramos, esse erro se voltará contra nós. Isso é fato, mas não um castigo. E apenas uma forma da Providência nos mostrar que o erro que cometemos doeu em outra pessoa e que a dor dos outros é também sua. Algumas pes­soas não precisam sentir isso para entender essa simples lição de empatia, mas outras ainda se di­vertem torturando animais e provocando dor em seres humanos, física e emocionalmente. É o caso de diversos maridos violentos, traficantes cruéis e pitt-boys sem noção. Assim, a Providência vai dar um jeito de explicar isso a eles (...).

Como não recebemos um manual de instru­ções dizendo qual o nosso cronograma de aulas, muitas vezes demoramos a entender qual é a lição que temos que aprender. Uma boa dica é viver a vida com olhos mais abertos. Olhe as coisas mais profundamente. Procure entender a raiz de seus sentimentos, bons e maus. Muitaz vezes, culpamos uma pessoa ou uma situação quando o problema está dentro da gente.

Nem tudo o que vivemos é efeito de nossas ações e escolhas. Também estamos sujeitos às ações e escolhas dos outros. Conversando com um amigo certa vez, lembro como ele estava frustrado e revoltado com o fato de não estar imune à uma magia, uma vez que ele era cristão. Seus argumentos eram até interessantes: "Eu escolho não participar disso e não é justo que eu possa ser atingido". Mas as coisas não são bem assim. Você pode escolher não ser assaltado, mas isso tam­bém depende do ladrão. Podemos escolher não pegar um engarrafamento, mas isso depende de um monte de motoristas estressados. A partir do momento em que vivemos no mesmo planeta, as ações de um interferem nas dos outros. Não parece muito jus­to, mas isso também faz parte da lição. Devemos aprender a viver juntos e entender que tudo o que fazemos gera um efeito.

Outra coisa : nem tudo que vivemos é efeito. As vezes, é a causa. Ou seja, criamos uma situação que antes não existia. Vamos dizer, por exemplo, que você, agora, sem mais nem menos, resolva ajudar um mendigo na rua. Você lhe dá dinneiro, compra-lhe roupas, leva-o a um restaurante e lhe oferece um emprego. Supondo que o mendigo lhe fique grato para o resto da vida, há duas possibilidades aí: ou você já conhecia esse mendigo de outras vidas e lhe devia algo que está pagando agora, mesmo sem saber; ou você acaba de conhecê-lo e, numa vida futura, ele lhe pagará em dobro a bon­dade que o tirou das ruas. O mesmo funciona para ações ruins. Podemos criar um inimigo nesta vida ou simplesmente reviver uma inimizade de outras vidas. Tudo isso tem a ver com o carma e o dbarma, dos quais falaremos a seguir.

Por Eddie Van Feu
Este é o sexto artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante.
Extraído da série "
Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus


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