23 de mar de 2008

O ARREPENDIMENTO NOS AÇOITA SEM PIEDADE


“Pede pra ela ter calma, paciência, que tudo se resolve. As descobertas recentes fazem parte da fraqueza do ser humano. Ainda há muito a evoluir. Estamos nesta vida de passagem. Uns conseguem renunciar a si mesmos pelo próximo. Outros tem como que um limite e quando acham que chegaram a esse limite, ficam cegos aos mandamentos de Deus Pai. Não se rebelam por maldade, não por falta de religião. Quando não se tem uma religião, uma crença em algo maior, quando se acha que tudo se acaba com a morte, é mais fácil procurar um bem estar momentâneo, mas o arrependimento sempre vem e nos açoita sem piedade. Criar os filhos não significa lição cumprida. Há que se amparar a todos que nos são caros.

Talvez uma imaturidade que deveria ter terminado com o tempo, teima em permanecer olhando para a vida como se não fôssemos seres responsáveis.

Que Deus se apiede dele e abrande o coração de minha filha querida, que já sofre tanto com a enfermidade que lhe toma o corpo. Às vezes preferimos não ver o que se passa por nos sentirmos fracos. Dizemos que se as coisas acontecessem em outra fase de nossas vidas, quando temos saúde e vitalidade, enfrentaríamos o problema. Mas como enfrentá-lo quando estamos debilitados? Doentes física e espiritualmente, quando a depressão ronda e arruma um jeito de se instalar...

Eu digo que nada é pior do que querer não ver. ‘Cobrir o Sol com a peneira’, como dizem. Tanto sacrifício, tanta luta por uma vida melhor, para criar os filhos e lhes dar o melhor... E quando chega a hora de colher os frutos, a doença nos acomete e mostra que todo o dinheiro do mundo de nada serve.

Corpos separados, pensamentos distantes, infelicidade de ambos os lados. Apiedo-me dos dois, porém ele, se quisesse, se tentasse, se acreditasse em Deus, poderia não ser tão fraco. Os filhos ficam decepcionados com o pai, sofrem pela mãe, mas nada podem fazer, afinal têm suas vidas a seguir. E uma dívida puxa a outra e outra e novamente, em outra vida, deverão reunir-se para dar um outro final a esta história.

Peço àqueles que acreditam no poder da oração, que orem pelo bem dos meus. Peço a Deus Pai Todo Poderoso que dê mais forças a minha filha querida e que, se não fosse pedir muito, colocasse um pouco de maturidade no marido e pai. Talvez tenha chegado a hora dele fazer renúncias. Abrir mão da falta de crença. Perceber que ‘tolerar’ não é o bastante. Deve aceitar com resignação o mal que acomete a Lúcia e ter amor por ela. Cuidar porque sente prazer e não por obrigação.

As vezes os olhos não vêem, mas o coração dela sabe e sente que se tornou um estorvo. Ninguém fica doente porque quer e tudo na vida tem um porque. Devemos sempre tentar aprender com os percalços e passar por eles sem perder a fé. O problema é perder o que não se tem... Que Deus nos ilumine a todos e leve luz e tranqüilidade ao lar dos meus filhos Toninho e Lúcia.

Que meus netos perdoem o pai e não lhe queiram mal. Que o pai possa reconhecer o erro e tente e sinta no coração a vontade de reparar o erro. Todos erram e Deus em sua infinita bondade perdoa sempre. Mas nem sempre a nossa consciência passa por cima de nossos erros. Aí, encontramos e nos enfiamos no inferno por um tempo que parece não ter fim.

Deixo meu sentimento profundo de amor e rogo a Deus pela solução menos dolorosa dentro do lar da minha querida Lúcia. Um beijo sincero e saudades da minha filha”.

Assinado : Manezinho
Data : Março de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

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