10 de abr de 2008

CRIANÇAS E O CHAMAMENTO DO INFINITO


Em seu livro “Os Mortos nos Falam”, François Brune e Elisabeth Kübler-Ross, iniciadores das pesquisas sobre a morte, interessaram-se particularmente pelas crianças que estavam morrendo. E concluem que as crianças sabem, quase sempre, por antecipação, que vão morrer. Sabem mesmo em que circunstâncias, ou melhor, é seu subconsciente que o sabe e expressa-o, exprime através de desenhos, cartas, poemas, cujo sentido só se compreende, geralmente, após sua morte. Segundo a pesquisadora, as crianças ainda pressentem também o que vem depois, a etapa seguinte, o “encontro na luz”, o país do amor universal e incondicional que as aguarda, e do qual, às vezes, chegam a ouvir o chamamento. E Elisabeth Kübler Ross fornece-nos o exemplo mais extraordinário. A narrativa foi feita pela mãe da criança:

“Minha filha acordou cedo naquela manhã, num estado que se poderia chamar de grande superexcitação. Ela havia dormido em minha cama e despertou-se, abraçando-me e sacudindo-me: ‘Mamãe, mamãe! Jesus me disse que eu vou para o céu! Estou muito contente de ir para o céu, mamãe. Lá tudo é belo, de outro e prata, e brilha. É lá que estão Jesus e Deus’. Aquilo me deu medo, antes de tudo por ser muito estranho. Eu estava sobretudo inquieta com a sua superexcitação. Disse-lhe que se acalmasse. E ela continuou a falar do ‘lindo céu todo dourado, cheio de maravilhas, e anjos dourados, diamantes e jóias, mamãe!’ E falava de como estava contente de ir para lá, de como se alegrava, e do que Jesus lhe dissera... Disse-lhe então: ‘Descanse um pouco’, e quis deitá-la de novo. Foi inútil. Ela respondeu-me: ‘Não foi um sonho, foi verdade! Mas você não precisa se preocupar, mamãe, porque Jesus me disse que eu tomarei conta de você". Depois, saltou da cama e foi correndo brincar. Eu também me levantei para preparar o café da manhã. Era um dia como outro qualquer. Mas entre 3h e 3h e meia, na tarde daquele mesmo dia, minha filha foi assassinada (afogada intencionalmente).

Como a criança pudera saber? Eu não podia ensinar-lhes o que não conheço. Embora tivesse estudado, orado, meditado, quando minhas filhas perguntavam sobre o céu, eu respondia nada saber sobre o que se passa após a morte. Não foi em casa que elas ouviram a palavra ‘céu’ e imagens como ‘as estradas douradas do céu’. Nós jamais falamos a respeito...”

Por outro lado, sabe-se que as crianças do campo de concentração de Majdanek, antes de entrar nas câmaras de gás, desenharam pequenas borboletas com as unhas, nas paredes. Em grego antigo ou moderno, para se dizer “borboleta”, diz-se “alma”. É a mesma palavra que designa as duas coisas.
Artigo do site Consciência Espírita. Leia texto integral.

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