11 de jun de 2008

FANTASMAS

Fantasmas
Que cruzam as ruas e não se vêem.
Que buscam e não encontram
Eu não sei o que.
Que choram nas esquinas.
Que ficam presos as suas antigas casas e escombros.
Que não abandonam o campo santo.
Que vagueiam sem destino.
Que dormem eternamente onde perderam o corpo.
Que violentos tentam destruir seus desafetos.
Que malévolos dirigem outros a escuridão.
Que silenciosamente curtem sua solidão.
Que nada vêem se não sua perdição.
Que imaginam castigos vãos.
Que miseravelmente obsediam seus irmãos.
Que nem sabe que morreram.
E seguem como nada houvesse ocorrido.
Que não entendem o silêncio dos que amam.
A solidão absoluta a que foram abandonados.
E não lembram sequer um segundo.
Que têm um porto seguro.
E basta desejá-lo: Deus.

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