1 de jun de 2008

MÃE, POR VOCÊ TENHO ME TORNADO MELHOR


“Oi... Quero que fale para minha mãe que estou bem. Que eu a amo e que não estivemos juntos nesta vida por acaso. Sempre achei que ela gostava mais do meu irmão e dizia isto pra ela sempre, mas agora vejo o quanto fui bobo. E ela ainda chora por mim e fica tentando encontrar explicação por eu sempre achar isto. Quero dizer mãe, que eu estava errado e que sei que seu amor é e sempre foi igual para nós dois.

É que eu aprontava mais. Por isto você brigava mais comigo. Pode ficar tranqüila porque hoje eu já sei que você me ama da mesma forma. Mas não pense que a vida acabou, não deixe a sua alegria ir embora com meu desencarne — neste trecho ele riu, pois disse que jamais usaria este termo se estivesse "vivo", afinal aprendeu a palavra no plano em que se encontra —, pois meu pai e meu irmão sofrem com seu sofrimento. Mãe! Me perdoa por ter sido tão rebelde (nem tanto, né!). Não gostava muito de estudar também, achava que a vida era ter amigos e jogar bola. Aqui se joga bola também e se faz amigos também. Na verdade, aqui e aí não tem diferença.

Aqui a vida continua. Continuo o que comecei aí, só mudei em relação aos estudos, que aqui parecem necessários, essenciais para poder estar perto de você e te dar a certeza do nosso reencontro. É engraçado como você me vê muito melhor do que eu era. Mas, no fundo, acho bom e fico orgulhoso. Não era bom como você acha, mas aqui, por você, tenho me tornado melhor e mais atento e tento ajudar quando precisam de mim.

Mãe, vou indo nessa. Só vim pra lhe agradecer por ter sido minha mãe, por ter sido sempre compreensiva, e mesmo quando eu aprontava muito, você nunca deixou de me amar. Vim para deixar um beijo e tentar trazer alívio para tanta saudade. Meu cabelo continua curtinho como você queria. Meio raspado, bem baixinho. E tá assim porque você gostava dele assim.

Um beijo mãe querida. Te amo e estarei, sempre que puder, do teu lado, te fazendo os carinhos que você merecia e que eu, por ser meio moleque, não dava. Beijo mãe! Até outro dia..."

Assinado : Diego (Di)
Data : Maio de 2008
Local : Sorocaba ( SP )
Médium : S.A.O.G.

2 Comentários:

Sheila disse...

Recebi a psicografia. Posso lhe confirmar que ela é de meu filho. Contudo, gostaria de uma explicação. Diego refere-se ao sofrimento de seu “pai”: não sei exatamente a qual ele se refere. Seu pai biológico não se encontra neste mundo há 15 anos e meu atual marido ele nunca chamou de pai.

Peço que você continue com o nome do Diego em oração, porque tenho esperança de outros contatos. Essa carta me deu bastante ânimo de continuar vivendo.

Espero, Marcos, que mantenhamos contato para que eu melhor possa compreender essa religião. Pretendo fazer algumas perguntas que - creio – você poderá responder.

Despeço-me infinitamente grata por tudo o que fez por mim e que me ajudou muito!

Um grande abraço.

Sheila, mãe do Diego

Partida e Chegada disse...

Ficamos felizes com sua mensagem e com a certeza de que, minimamente, tenhamos conseguido lhe levar algum conforto. Portanto, sua alegria é também a nossa e, pode ter certeza, a de tantos leitores.

Quanto à sua indagação, devo lhe esclarecer que as comunicações, via de regra, não são exatas ou idênticas. Dependem do estado físico e mental do médium e do espírito comunicante; da afinidade entre ambos; da energia ambiente e mesmo do estado emocional. Embora não seja um livro psicografado, verá isto explicado com muita propriedade na obra "Amor Além da Vida", onde o protagonista relata seu aprendizado no novo plano de vida. As comunicações se dão mentalmente e, até que esta sintonia se estabeleça com eficiência, o comunicante precisa recorrer a imagens ou símbolos para se fazer entender. Logo, pode induzir o médium a visualizar seu próprio pai para dizer algo relacionado ao pai dele (espírito); ou, para referir-se a um acidente com um caminhão, pode não conseguir que o médium visualize este veículo, mas sim seu próprio carro de passeio.

Digo isto para que entenda que, muito provavelmente, na mensagem, ele se referia ao seu marido, pois sem conseguir explicar mentalmente ao médium a particularidade da relação entre eles, foi mais fácil identificá-lo com o papel de pai.

Mas, o mais importante, como diz o escritor James Van Praagh, é que quando um encontro com o este acontece "pode ser a primeira oportunidade para compreender que a morte não lhe tomou o amor vivido no passado. Em vez disso, descobre que seus entes queridos permanecem" vivos.

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