17 de jun de 2008

PERDOAR É COMO TIRAR UMA FACA DO PEITO

Encontrar a palavra certa, em momentos difíceis, exige confiança no milagre da vida e na razão que justifica a existência da reencarnação. Somente esta crença nos permite dizer sobre o sentido de tanta dor, de tanto desencontro, de tanto ódio. Sabermos que a vida é um instrumento para encontrarmos pessoas afins e, principalmente, para resolvermos pendências, sentimentos e relacionamentos conturbados é a única justificativa que encontro para falar de perdão.

Perdão que não significa nos submetermos àquilo que pode nos fazer mal, nem esquecer o que nos prejudicou. Superar este sentimento é como tirar, com a próprias mãos, uma faca cravada no peito. É um ato de superação, de aprendermos a nos proteger sem ressentimentos. De transformar o que aconteceu em experiência e crescimento. Afinal, quem já não sentiu, um dia, que a raiva que alimentamos por outra pessoa está envenenando nossa vida, consumindo uma energia que poderíamos empregar de modo mais produtivo ?

Nas inspiradas palavras do médium James Van Praagh, "chega uma hora em que nosso coração, nosso corpo, nossa mente, tudo nos diz que continuarmos carregando a mágoa está nos prejudicando demais. Que se insistirmos em manter aberta a ferida, em vez de deixar para trás o que passou, continuamos a reviver a dor e a raiva como se tudo tivesse acabado de acontecer. Sofremos inutilmente e não progredimos".

Manter aberta uma ferida emocional nos traz emoções e pensamentos negativos, que aumentam e se reproduzem até contaminarem todo nosso espaço. Já o perdão liberta o coração, nos salva da posição de vítimas e nos devolve o comando da própria vida. Viver sob a culpa, tanto quanto sob o ressentimento, nos impede de viver. É paralisante e estéril"
(do livro "Em Busca do Perdão", Sextante).

O importante é saber que devemos determinar esta vontade. O desejo de alcançar esta "cura". Perdoar não é algo que se faz pelo outro, mas um benefício a nós mesmos. Há momentos, certamente, que estamos tão presos ao ressentimento e ao ódio, que perdoar nos parece a coisa mais difícil do mundo. Mas, lhe digo que perdoar é, acima de tudo, um exercício diário. É como se, dia-a-dia, fizéssemos um curativo num ferimento profundo e doloroso. A ferida não desaparecerá rapidamente, mas ao cuidarmos dela com esta intenção, veremos a melhora da área ferida e sua paulatina reconstrução. Saiba que o tratamento, em si, não é menos doloroso que o próprio ferimento, mas não enfrentá-lo agora é sujeitar o membro ferido (seu próprio coração) aos riscos da atrofia e da contaminação generalizada. Tenha confiança e perseverança, e, principalmente, saiba que não está sozinha.

1 Comentário:

Anônimo disse...

ke bom estava msm precisando houvir td isso!!!!!!

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