4 de jun de 2008

REFLEXÃO SOBRE A VIDA

Dia desses, assistindo um programa de televisão ("Vivendo entre os mortos"), que abordava um ajuntamento de pessoas, todos de nacionalidade haitiana, senti-me envergonhada das minhas próprias atitudes. Por vezes, sem me dar conta, reclamo disto ou daquilo. Este documentário mostrava a dura realidade destes indivíduos que por não terem condições de adquirir uma habitação digna, foram viver nos jazigos de um cemitério.

Todavia, embora o insólito da situação, o que mais prendeu minha atenção foi a frase dita por uma idosa, qeu chorava, dizendo que a filha havia ido embora deixando aos seus cuidados dez filhos, todos ainda menores de idade. Ela e marido, ambos desempregados, não sabiam como sustentá-los. Em seguida, completou : "Se o suicídio não fosse um pecado, há muito que eu estaria morta". Esta frase me fez refletir horas na importância da fé na vida de um ser seja ele encarnado ou desencarnado, na importância de se acreditar em alguma coisa que nos impeça de nos atirarmos nos abismos das sombras. Nenhuma criatura está isenta de vivenciar uma situação conflitante capaz de nos levar ao desespero, a descrença, a falta de fé e confiança em quem nos criou.

Mas aquela mulher era o exemplo de que, por mais sérios sejam nossas dificuldades, não devemos perder a esperança. Ela continuava com suas lutas, por acreditar que o suicídio é um pecado. Mas é muito mais que isto! O suicídio é o quebrar de um elo que no tempo certo seria desatado. É uma das maiores de todas as agressões as leis do criador, que estabeleceu para cada um de nós o tempo certo para abandonar esta viagem, não cabendo a nós, abreviar este tempo. Não cabe a nós interromper este processo natural que é, nascer, viver e desencarnar.

Penso que contra esta ilusão do suicídio, do dormir para sempre, do estarei livre dos meus problemas, só existe um antídoto; a fé. Não importa qual seja tua religião, pois não é ela quem nos salva, e sim, nossos atos e atitudes perante a vida. Para nós, os espíritas que acreditamos e defendemos a idéia da reencarnação, a idéia de que nada se perde para sempre, a certeza de que existe vida depois da vida, o comprometimento é muito maior. Esta anciã haitiana acredita em alguma coisa, é isso que a impede de por termo a vida. Entretanto, quantas centenas e centenas de pessoas existem espalhadas pelo mundo que não possuem o antídoto contra os males físicos e espirituais, se deixando arrastarem pelo desespero, interrompendo a vida, o presente maior de Deus?! Vamos pensar nisso, meus amigos para saber dar uma melhor direção aos nossos passos.

Kayte Silva.
Leia texto integral, no Boletim GEAE, n. 501.

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