13 de jul de 2008

ESPIRITISMO E DINHEIRO : LIÇÃO DE CHICO XAVIER

Recentemente, uma nova leitora nos escreveu perguntando se nosso "trabalho" teria "algum custo" e "quanto". Passado o espanto inicial com a dúvida e pensando que esta seja uma indagação muda na mente de outras tantas pessoas que ignoram o verdadeiro sentido do Espiritismo, decidi reproduzir aqui a resposta que a enviei.

De fato, muitas das pessoas que chegam às nossas páginas não têm familiaridade com a Doutrina Espírita, e desconhecem que Chico Xavier escreveu quatrocentos e doze livros e que nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Dizia reproduzir apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros, mais de 20 milhões de exemplares. Doou os direitos autorais para a FEB (Federação Espírita Brasileira), organizações espíritas e outras instituições de caridade. "O livro não é meu, é dos espíritos", repetiu por toda a vida. Quando lhe ofereciam dinheiro, o jovem Chico, rapaz pobre, ainda assim recusava: "Ajude o primeiro necessitado que encontrar", aconselhava.

Outros lhe entregavam presentes. Chico se livrava deles com pressa e discrição. Numa noite, ganhou um relógio de ouro suíço. Na tarde seguinte, visitou uma doente, Glória Macedo. Pobre, ela costumava perder a hora de tomar os remédios receitados pelo Dr. Bezerra por falta de relógio. Chico deixou o presente da véspera sobre a mesa da "paciente". Ao próprio pai, João Cândido, que não se conformava com o trabalho voluntário do filho, Chico Xavier abria "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e lia a recomendação de Jesus: "Dai de graça o que de graça recebestes".

Evidentemente, não podemos nos comparar ao médium mineiro, mas a regra vale para todos. Regra de honestidade e justiça. O 'trabalho' ou a escrita é dos espíritos. A nossa parte, a doação de tempo a esta atividade, não passa de mero cumprimento de uma obrigação, de caridade cristã. Portanto, a paga, o recebimento de dinheiro ou mesmo de presentes em troca do trabalho mediúnico é inaceitável. Assim ensinou Chico Xavier e assim exige o bom senso. Não creia na seriedade de quem se disser espírita e agir de maneira diversa.

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