13 de jul de 2008

REENCARNAÇÃO : O PAÍS EM QUE NASCEMOS

O karma social engloba religião e política e reflete problemas que você venha a ter com ou­tras pessoas num sentido mais social. Fazer parte de determinado grupo de trabalho, estudo ou de moradores de uma região está também ligado às suas ações passadas. Isso inclui compartilhar conseqüências de decisões tomadas por um gru­po social. Você, mesmo que odeie o meio em que vive, tem uma ligação com aquelas pessoas e com aquele lugar. Isso inclui suas amizades (e mesmo a falta delas). Muita gente se sente fora de con­texto. Olha em volta e se pergunta: "O que eu estou fazendo aqui?" Não sente uma ligação com as pessoas ou com a sociedade em que vive. Essas pessoas precisam aprender e/ou fazer algo ali e, basta que fiquem atentas, que logo entende­rão o que é.

Uma forma que o Universo encontrou de so­lucionarmos alguns de nossos problemas é nos colocando juntos novamente em relações de tra­balho. Por isso, quando um chefe ou um colega de trabalho parece encrencar conosco, provavel­mente plantamos essa sementinha de antipatia numa outra vida. Por outro lado, quando um chefe ou um colega de trabalho parece não se dar bem com ninguém, é também um problema de vida passada, porém relativo à própria pessoa. Muita gente sofreu nas mãos de senhores, chefes e pa­trões egoístas e cruéis. Quando os papéis se in­vertem, elas têm a chance de agirem como gostariam que tivessem agido com elas. Ao invés disso, aproveitaram a chance para ir à forra. Isso explica os péssimos políticos, os chefes horrorosos e as pessoas que poderiam usar sua posição para ajudar, mas preferem atrapalhar.

O karma nacional está ligado à nação a que você pertenceu. Não quer dizer que você reencarne sempre no mesmo lugar, mas que você tenha um elo grupal com as pessoas que dividiram o mesmo país com você. E comum que grupos in­teiros de um país reencarnem em outro de acor­do com suas afinidades.

Terroristas que têm essa mania feia de explo­dir coisas são pessoas com um ódio muito cru de uma outra forma de viver. Dá pra imaginar se os caras que jogaram aviões em prédios não teriam seu ódio pelos Estados Unidos nascido em outra vida, como, por exemplo, Hiroshima. Muita gen­te passou o pão que o diabo amassou quando as bombas caíram nas duas cidades japonesas e o ódio pode tê-las guiado a uma vingança cega. Do mes­mo jeito, as pessoas do "WTC" sofreram o que chamamos de desencarne coletivo. Algo as levou aqui­lo. Pode até ter sido uma ação única, mas o mais provável é que tenha sido uma série de ações e escolhas de várias vidas.

Há uma espécie de ditado espírita que diz: "Quem conserta, é porque que­brou". Os antigos eram pes­soas de conhecimento inigualável.

Não tem lado bom ?!

Claro que tem! A contraparte do karma é o dharma, o que fizemos de certo. Se olharmos bem, veremos o monte de coisas boas que temos: bons amigos, uma família legal, um país bonito e uma sociedade alegre. Temos a opção de estudarmos e lermos sobre o que quisermos, a liberdade de seguir o caminho que escolhermos. Isso é mais do que nossos antepassados já tiveram em outros tempos! Vejamos o que mais... Temos cinema, pipoca e chocolate, tardes tranqüilas de domingo e passeios divertidos sob o céu. Olha, isso é mais do que muita gente tem por aí! Logo, vendo as coisas boas que temos, podemos acreditar que cada uma delas é o nosso dharma se apresentando, nos dando um tapinha nas costas e dizendo: "Muito bem! Nessa, você acertou!"

Por Eddie Van Feu
Este é o nono artigo de uma série de postagens, elaboradas a partir de um trabalho original de Eddie Van Feu, escritora e jornalista, que faz do assunto vidas sucessivas um tema apaixonante. Extraído da série "Wicca", n. 35 (Reencarnação), Editora Modus

1 Comentário:

Milton Jardim disse...

A meu ver, o dharma é a desculpa que inventaram para que nós possamos conviver com certas pessoas, certos políticos nesse país. Dizer que tem gente pior não precisa, sabemos que existem, mas temos de saber também que tem gente em situação muito melhor que a nossa, com um bom governo e um país decente que respeita seus cidadãos, que é o que não ocorre aqui na filial de Cuba! Porquê será que eu não nasci no CANADÁ? FOI AZAR,SÓ PODE!

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