23 de ago de 2008

ANIMAÇÃO SERVE COMO FÁBULA DA MEDIUNIDADE


"Uma pessoa é uma pessoa, não importa o tamanho que tenha". Este é o lema cunhado por Horton, um elefante de coração gentil, morador da Selva de Nool, quando ouve uma pequena partícula de poeira falar com ele. Esta partícula, na verdade, é uma minúscula cidade chamada "Whoville" (Quemlândia), habitada por seres microscópicos conhecidos por Quem, que ignoram a existência de vida fora do mundo em que vivem. E Horton, inexplicavelmente, embora ele não possa vê-los, é capaz de ouvi-los muito bem e decide protegê-los contra os perigos. Mas ao fazer isto — declarar a existência de seres invisíveis aos demais — é ridicularizado e preso. Esta, que aparentemente poderia ser o resumo da trajetória de muitos médiuns, é a sinopse da na animação “Horton e o mundo dos Quem”, que estreou em março nos cinemas brasileiros e que agora chega às locadoras.

O mote, que serve à discussão de vida em outros planetas, às pesquisas com células-tronco, acaba sendo, ainda que involuntariamente, uma bem humorada alegoria à capacidade dos médiuns de servirem como interlocutores entre os dois lados da vida: um conhecido por todos e outro, aceito por alguns, mas questionado por muitos.

O roteiro usou como base o livro “Horton”, escrito em 1954 por Dr. Seuss. Criada pelo mesmo Blue Sky Studios — que tem entre seus principais animadores o brasileiro Carlos Saldanha, o mesmo de “A Era do Gelo” — a produção mistura o ritmo de jornada épica com os cenários vibrantes e as geringonças fantásticas .

Na história, Horton, um elefante de coração e imaginação proporcionais a seu tamanho, encontra acidentalmente uma partícula de poeira instalada sobre uma flor de dente-de-leão. Graças a seus orelhões ultra-sensíveis, ele logo descobre que dentro daquele minúsculo grão de poeira existe um mundo povoado por seres ainda menores. Horton não pode ver as criaturinhas, mas por meio de um sistema rudimentar de auto-falantes consegue fazer contato com o Prefeito de Quemlândia.

Temendo pela segurança de seus mais novos amigos, o elefante resolve transportar o grão até um lugar tranqüilo. Como não conseguem ouvir as vozes dos habitantes de Quemlândia, os outros animais da floresta, entendem que Horton está maluco e que "esse negócio de conversar com flores" precisa acabar antes que os demais bichos sejam afetados. Os leitores do blog podem ver aí mais que mera coincidência com a história da Inquisição ou com o drama de sensitivos que viram-se prestes a serem internados como loucos simplesmente por serem “Hortons” do mundo real.

Na carona, o filme fala ainda de aquecimento global, da fragilidade do ecossistema terrestre e em favor da tolerância e do diálogo. E é justamente por isso que o romance de Dr. Seuss - tido como um dos maiores escritores da literatura infantil americana do século passado e também autor de "O gatola da cartola" e "Como o Grinch roubou o Natal" (Companhia de Letras), é considerado um clássico universal.

Ficha Técnica – Dublagem : espanhol e português - Legendas: Espanhol, Inglês e Português; Extras : bônus especial, cenas excluídas e comentários - Fornecedor: Fox; Ano de Lançamento (EUA): 2007 - Roteiro: baseado no livro “Horton e os Quem”, de Dr. Seuss; Estúdio : Blue Skye ( o mesmo de A Era do Gelo)

1 Comentário:

J. Silva disse...

Sou espirita,sempre que tenho uma folga vou ao centro, pois trabalho a noite,adoro a doutrina espirita e tudo que é ligado a ela,ja participei de sesão mediunica pois sou medio de incorporação mas devido ao meu trabalho me afastei,mas tenho fe que um dia estarei de volta

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