5 de ago de 2008

LIÇÕES DA FRUSTRAÇÃO E DA DOR

"Desculpe-me mas novamente estou aqui pedindo uma palavra sua, pois vejo o quanto é difícil o telefone tocar de lá para cá. Já procurei por vários meios esta comunicação, inclusive recebi uma mensagem, mas não acreditei. É difícil eu bem sei, mas peço forças para aguentar a saudade, principalmente que esta chegando o dia dos pais, e vai ser o primeiro que vou passar sem ele. Como já lhe falei anteriormente, ele morreu em abril de 2008, e para mim ainda é muito recente e a dor ainda esta muito presente dentro de mim. Rezo muito por ele e espero que esteja bem". Marilene

"Seria um presente tão lindo e maravilhoso, que nem ouso achar que mereço.. Quando ele puder e eu merecer, também queria muuuuuito saber dele. Oh, como queria meu Deus!" Mãe de Michel
(da Comunidade no Orkut)


Costumo dizer que devemos extrair da dor e da frustração lições para nossa vida. Neste sentido, o não atendimento de nossos pedidos, o silêncio e a aparente falta de explicações para os mistérios da vida... Para aquilo que julgamos certo e justo...

Claro que todos gostaríamos de uma comunicação, de um consolo ou de uma prova da continuidade da vida. Mas, assim como o véu do esquecimento nos poupa de sentimentos duros e constrangimentos desnecessários na reencarnação, a falta de notícias algumas vezes pode significar que nosso papel, no momento, pode ser muito mais de dar do que de receber.

Em psicografia recebida por Chico Xavier, o espírito Emmanuel nos lembra que aqueles que se vão conservam, após a morte do corpo, idênticos defeitos e as mesmas inclinações que o caracterizavam neste mundo. E adverte : "É ainda reduzido o número dos que despertam na luz espiritual plenamente cônscios da sua situação, porque diminuta é a percentagem de seres humanos que se preocupam sinceramente com as questões do seu aprimoramento moral. A maioria dos desencarnados, nos seus primeiros dias da vida além do túmulo, não encontram senão os reflexos dos seus péssimos hábitos e das suas paixões, que, nos ambientes diversos de outra vida, os aborrecem e deprimem".

Portanto, embora sem afastar a esperança, tenhamos a realidade de nossas infinitas limitações e da necessidade de aprimorarmos nossos sentimentos e, principalmente, ajudar aquele que se foi, pois os espíritos dos entes queridos, estando em paz em sua nova condição, e ainda que em silêncio, estarão sempre ao nosso lado, nos amparando e buscando conter nossas lágrimas.

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