6 de out de 2008

AÇÃO E REAÇÃO

A toda ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas, ou ainda para a física , é equivalente a lei: para toda ação existe uma reação.

Recebemos ( minha família ) a noticia que minha mãe tem câncer de mama. O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres.E não é fácil ir para o centro cirúrgico achando que está lá para a retirada de um nódulo pequeno e acordar algumas horas depois sem um seio e um pedaço da axila.

Iniciei esse texto falando sobre ação e reação porque a nossa reação ante a informação da gravidade da situação somada a possibilidade de perdermos provisoriamente alguém que amamos foi a princípio um zumbido nos ouvidos, uma tremedeira nas pernas e em seguida a decisão : colocar em prática tudo o que o Espiritismo nos ensinou. A reação normal seria sair gritando e chorando, se desesperar, mas resolvemos tentar manter o equilíbrio mesmo e quebrar essa regra, ou seja, não vamos reagir da forma esperada.

Bom, eu aprendi que a prece tem um poder incrível de acalmar as pessoas. Sentei e orei, pedi aos espíritos protetores que me afastassem dos maus pensamentos e ficassem próximos à minha mãe e ao meu pai também. Pedi socorro ao meu anjo da guarda, afinal, acho que os anjos as guarda devem ficar felizes quando a gente lembra deles, e eu confio muito no meu. No dia seguinte a cirurgia , a noticia da perda da mama foi dada pelo médico à minha mãe, certamente orientado espiritualmente enquanto uma outra equipe cuidava dos meus pais.

Muitas pessoas oraram pedindo ajuda. Parentes, amigos , pessoas que nem conhecem a minha mãe se uniram em oração. Durante o período de internação ela preferiu ficar sentada conversando com as pessoas que iam visitá-la. As enfermeiras entravam no quarto e questionavam se ela sentia dor, enjôo, mal estar, tontura.... nada...ela não sentia nada. E eu ali só pensando que o tratamento espiritual é capaz de fazer milagres mesmo. Permanecia lá sentada recebendo visitas e conversando com todos, dando um exemplo de fé , de força e de amor . Vinte horas após a cirurgia ela já estava sem as agulhas incômodas e sem os tubos de remédios nas veias. Estava lá sentada assistindo uma comédia romântica, comendo bolo, bebendo suco e atendendo todos os telefonemas. Quarenta e oito horas após a cirurgia, lá estava ela: sentada, mas dessa vez na cadeira da cabeleireira lavando os cabelos que não puderam ser lavados no hospital por causa do curativo.

Ao chegar em casa, amigos, parentes e a família por perto com a certeza que se para toda ação existe uma reação, nesse caso a reação foi contrária à ação. Ninguém se entregou. Uma semana após a cirurgia , ela está sentada de novo: pintando uma tela e provavelmente cantarolando.

Sabemos que ela vai ter alguns momentos de tristeza e de angústia. E para todos esses momentos sabemos que a cura está na prece, na fé e na certeza que os dois tratamentos, o terreno e o espiritual, serão supervisionados e acompanhados bem de pertinho por equipes médicas espirituais.

Minha mãe continua firme e como sempre nos dando exemplo de fé, força e amor. E se pararmos para pensar, a gente leva uns trancos e acaba entendendo que realmente nessa vida nada vale mais que o amor que temos uns pelos outros. Esse sim é que acaba curando todo o resto....

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