7 de jun de 2009

DOR DA PERDA DEPENDE DO SENTIDO DA MORTE

Diante da morte, a dor da separação não pode ser evitada. Contudo, a maneira de encarar a situação e o entendimento de que a morte não existe podem auxiliar, em muito, as pessoas a passarem por este transe tão difícil. O cientista Sir Oliver Lodge estudou e conduziu experimentações, durante anos, acerca dos fenômenos espíritas e tendo perdido um filho durante a 1ª Grande Guerra escreveu um livro, "Raymond", sobre as comunicações mediúnicas e provas de identidade do filho que empresta o seu nome à obra, traduzida por Monteiro Lobato. Diz o cientista: “Jamais ocultei minha crença de que a personalidade não só persiste, como ainda continua mais entrosada ao nosso viver diário do que geralmente o supomos.”

Outra personalidade que obteve grande consolação após a perda da filha querida, Leopoldine, foi o escritor e pensador francês Victor Hugo. Quando exilado na ilha britânica de Jersey, começou a pesquisar os fenômenos espiríticos, relatando as suas experiências na obra "Les Tables Tournantes de Jersey" (As Mesas Girantes de Jersey). Dentre os escritos que deixou para serem publicados após sua morte, destacamos o seguinte, que reflete bem a posição espírita do autor: “A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba e a alma começa. Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu irá além. (...) A morte é uma mudança de vestimenta. A alma que estava vestida de sombra vai ser vestida de luz. Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela. A morte é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.”

Entretanto, há dores que se estendem demasiadamente. Em "O Livro dos Espíritos," livro IV - Capítulo I, Perda de entes queridos, Allan Kardec indaga dos espíritos, na questão 936: “De que maneira as dores inconsoláveis dos que ficaram na Terra afetam os Espíritos desencarnados que as provocam?” Resposta: “O Espírito é sensível à lembrança e às saudades daqueles que amou na Terra, mas uma dor incessante e fora de propósito o afeta penosamente, porque ele vê, nessa dor excessiva, falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao progresso e talvez ao reencontro com os que ficaram.”

O grande antídoto ao desespero, além do conhecimento de que a separação é transitória e a perda o é apenas da forma física tangível, advém da prece recomendada pelo Espiritismo a todos aqueles que partiram. Enquanto se lhes auxilia e fortalece, através destas vibrações da prece os corações daqueles que choram se sentirão aliviados e as suas lágrimas estancadas. Da mesma forma, a prece ajuda no desligamento do espírito das vibrações da matéria, tornando o seu despertar no mundo espiritual mais tranquilo durante a transição da morte.

A consolação espiritual necessita refletir-se no fortalecimento psicológico. Quem guarda relação de dependência emocional com o ente querido que partiu tem muito maiores dificuldades na separação. De agora em diante deve contar apenas consigo mesmo. Se a pessoa acha-se frágil, insuficiente e tem baixa autoestima, provavelmente necessitará de um trabalho para redescobrir seu potencial interno e resgatar sua autoconfiança e autoestima.

Uma observação essencial é que a pessoa que sofre a dor da perda de um ente querido não deve ficar na dependência emocional de uma mensagem psicografada. Apesar de esta ser um inigualável consolo, a pessoa precisa criar forças em seu próprio ser. As comunicações mediúnicas obedecem a leis muito complexas e se constituem mais exceções do que regra. Nem todos os espíritos conseguem se comunicar por um dado médium e, dentre os médiuns, poucos têm as faculdades plenamente desenvolvidas a permitir mensagens com inequívocas comprovações de identidade. São afortunados, pois, espíritos e encarnados que logram obter comunicações satisfatórias.

Trecho de artigo do médico psiquiatra Luiz Antônio de Paiva. Leia texto integral
Abaixo, palestra do autor sobre Transtorno Bipolar e Mediunidade

Palestra AME GO - Transtorno bipolar do Humor e Mediunidade - Dr. Luiz Antônio de Paiva

6 Comentários:

Miriam disse...

Na hora desta dor forte da perda, a vida perde todo o sentido. Temos que ser fortes e passar paz para aquele que está do outro lado. Deus é justo e tudo tem um sentido, só que nem sempre entendemos...

Mary disse...

Como disse a Miriam.Temos que ser muito forte pra conseguir aceitar a dor da perda e principalmente a perda de um único filho que não apresentava nenhum problema de saúde,não tinha absolutamente nada e de repente se vai,como é o meu caso...Minha Filha Mariane se foi numa fase em que estava super de bem com a vida.Feliz com seu marido e seus 2 filhos.Tinha acabado de colocar em nosso mundo mais um Presente q se chama Marina(tinha 3 meses qdo a minha Filha se foi).Sei perfeitamente que temos que nos manter tranquilos,calmos e serenos depois de uma perda assim,que abala toda a nossa estrutura emocional e psicológica.Sei perfeitamente que o mínimo que posso fazer pela Minha Filha que se foi é orar com Fé,ter força e resignação pra aceitar.Mas sou tão pequena,Meu Deus...Mas tão pequena...Que não consigo deixar de sentir falta de Minha Filha,não consigo deixar de pensar nela por 10 minutos do dia q seja!!!Não consigo deixar de sentir a falta dela e de sentir saudade.Devo ser um espírito mto primitivo,Meu Senhor...Tds os dias me cobro força,mas nem sempre consigo ser forte...Sei que DEUS é justo que ''esse acordo'' deve ter sido feito antes de virmos pra cá.Só q no akí e agora eu não tenho noção,não sei o pq.na realidade o que eu queria dizer era que;a parte teórica eu tô aprendendo...Mas a lição de casa tá mto difícil de fazer...

Denise disse...

Concordo com Mary
Minha filha e o namorado morreraam dia 25/02/09 em um acidente de carro
Assisto palestras sobre a fé concordo, mas o dia a dia é muito dificil.
Deparo toda hora, minuto, segundo com situações que me lembram, seus sonho, desejos
Sei que tenho que ter fé, que ela está bem,mas é muito dificil

Mary disse...

Oi,Denise...Que bom q encontrei alguém q corrobora comigo...Pq me sinto perdida,sem ter à quem recorrer com minhas dúvidas,dores e suplícios.Sua Filha que Partiu tbm era única?Que idade ELA tinha? A minha Filha era ÚNICA,tinha acabado de completar 30 anos...Foi enterrada na véspera do meu aniversário de 50 anos...Este foi o presente que tive: enterrar minha Filha.São 3 meses sem a presença física Dela.Mas tds os dias me pergunto o motivo;o que foi q eu fiz,pra merecer de presente de aniversário a morte de Minha Filha???Que foi q eu fiz,pra q ELA fizesse a passagem assim,tão precocemente???Ah,outra coisa Denise:minha Filha naum se foi por acidente nem por doença.Teve uma parada respiratória 1 hora e meia após conversarmos por telefone(às 16:30 hs mais ou menos nos despedimos por telefone).Às 18 hs em ponto ELA fez sua Passagem.Eu soube quase 2hs depois,pq estava na estrada.Íamos pra Praia,comemorar meu aniversário.Qdo cheguei em casa,o telefone tocou,pedindo pra q voltássemos,pq a MARIANE estava no hospital com dificuldade de respiração...Voltamos,ou melhor,tentamos.Pq nos perdemos no caminho de volta(pode imaginar isso? se perder na Imigrantes...?)Qdo chegamos,nada mais poderia ser feito,ELA já tinha partido às 18 hs,mas naum nos contaram pq tinham receio pela nossa segurança na estrada.Meu desespero foi enorme,minhas dúvidas eram tantas e meu incorformismo ainda maior...Como poderia???ELA estava bem agora pouco e agora já naum esta mais entre nós!!!!!!
E assim tenho vivido nestes últimos 3 meses...Tentando assimilar.Sinto a presença DELA a td instante,sinto seu perfume,seu cheiro,ouço sua voz...Rezo pedind ajuda de Nsa Senhora,de Jesus e de Deus.Pra que me dêem ajuda,força,coragem e resignação pra continuar a minha vida.Pq sem Minha Filha,minha vida perdeu todo o sentido,naum encontro mais razão de ser.Td de ''uma hora pra outra'' se desmoronou e tá difícil demais continnuar...Beijos,DENISE...Que DEUS Te Abençoe e Te Ilumine Sempre!!!!

Cynthia disse...

Perdi meu marido de 34 anos, estou sofrendo muito, temos uma filhinha de 1 ano e 3 meses e me pergunto toda hora como isso foi acontecer? Peço a Deus que me dê forças, pois está dificil, ver alguem que amo tanto, 11 anos de felicidade pura ir embora pra um lugar desconhecido.
Nada conforta meu coração, estou muito deprimida, cada dia minha aflição aumenta, se não fosse minha filhinha não sei o que seria de mim.
Dizem que só o tempo cura e a fé em Deus.
Sabemos que a dor faz parte da humanidade, nos resta compreender e fazer nossa parte.
Que Deus conforte nossos corações!

mae desesperada disse...

tinha o sonho de ser mãe engravidei fiz todo certo ultras e mofologica tudo muito bem feita
no dia 26/10/2009 nasce minha vida tudo bom um lindo garoto mais no dia 27/10/2009 o baque uma cardiopatia grave um baque pois nao foi detequitada no pre-natal foi luta mais um dia antes da cirurgia deu 5 parada cardica e faleceu um mes e 3 dias depois da minha vida ter se transformado num mar de rosas desde ja nao saiu mais de casa a dor é muito forte como posso viver sem meu guerreirinho

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