13 de out de 2009

A BREVE VISITA DAQUELES QUE PARTEM

"Minha mãe ficou na UTI em estado grave por 24 (vinte e quatro) dias, os médicos não davam mais esperança a ela, quando certo dia meu filhinho de 02 (dois) anos de idade chamou o nome de minha mãe 'Tereza', com tal intensidade como se ele estivesse vendo ela à sua frente. No dia em que os médicos desenganaram a família, e todos se despediram de minha mãe a qual ficou os 24 dias em coma induzido, fomos para casa aguardando a notícia final. De manhã, era umas 8:00 horas meu filho, eu e meu esposo estávamos deitados na nossa cama, quando meu filhinho sentou na cama de sopetão e chamou novamente o nome de minha mão, como se a estivesse vendo à sua frente. O detalhe é que ele sempre a chamou de vó e nunca de Tereza'. Após uns 5 minutos recebemos a ligação do hospital onde fomos informados de sua morte. Sempre acreditei que existe vida após a morte, e no caso de minha mãe tenho certeza de que está junto de Deus e meu filho foi um elo para que ela pudesse se despedir, já que não estava conseguindo falar devido ao coma induzido. Gostaria que alguém pudesse comentar algo a respeito, ou sobre casos parecidos. Obrigada." ( Marley )


Este tipo de acontecimento e mesmo o reverso -- pessoas que, antes de morrer, alegam ver familiares e amigos, também já falecidos -- são relatos comuns no meio espírita e em estudos relacionados com a Experiência de Quase Morte (EQM). No filme "Conversando com os Espíritos", baseado no livro de mesmo nome de James Van Praagh, há uma cena da aparição da mãe do narrador, que também estava internada em estado grave e, no instante seguinte, soube-se de sua partida.

Não há dúvida que há uma tendência, mesmo entre as pessoas envolvidas diretamente nos episódios, em creditar as visões a alucinações ou à potencialização do desejo de ver aquele parente ou amigo bem e reintegrado. No entanto, a investigação e uma análise mais cuidada do assunto, por parte de investigadores conceituados, mostra-nos o contrário. Diz Ernesto Bozzano, escritor italiano e investigador do fenômeno, que "se o pensamento, ardentemente voltado para as pessoas caras, fosse a causa determinante dos fenômenos, o moribundo, em lugar de experimentar exclusivamente formas alucinatórias representando defuntos – por vezes, mesmo, defuntos esquecidos pelo doente – deveria ser sujeito, as mais das vezes, a formas alucinatórias representando pessoas vivas às quais fosse vivamente ligado – o que não se produz... São bem conhecidos casos de agonizantes que têm tido visões de fantasmas que se crê sejam de pessoas vivas; mas, nesses casos, verifica-se invariavelmente, em seguida, que essas pessoas tinham morrido pouco antes, posto que nenhum dos assistentes nem o próprio doente o soubessem".

Há, ainda, a hipótese de doentes que vêem espíritos de pessoas que ignora, mas que são conhecidos da família. O caso, que afasta a hipótese da auto-sugestão, foi divulgado pelo “Journal of The American Society for Psychical Research" ( 1907, p-47). "Fui encontrar uma senhora, cujo filho, uma criança de 9 anos, morrera há 15 dias. Tinha sido operado de apendicite, dois ou três anos antes e a operação provocara uma peritonite, de que se tinha, no entanto, curado. Mas ficou de novo doente e foi preciso transportá-lo ao hospital para nova operação. Quando acordou da anestesia, estava perfeitamente consciente, reconheceu os seus pais, o médico e a enfermeira. Teve, no entanto, o pressentimento de morrer e pediu à sua mãe que lhe segurasse a mão até à hora de se ir embora..." Olhando para o alto, disse:

-Mãe, não vês lá em cima a minha irmãzinha?

-Não, querido, onde a vês tu?

-Aqui; ela olha para mim.

Então a mãe para acalmá-lo, assegurou-lhe que a via também. Algum tempo depois, a criança sorriu de novo e disse:

-Quem está agora é a Sra. C...., que também vem ver-me. (Era uma senhora de quem ele gostava muito e que tinha morrido dois anos antes). Ela sorri e chama-me...

-Chega também Roy. Eu vou com eles, mas não te queria abandonar, mãe, e tu virás em breve ter comigo, não é? Abre a porta e pede-lhes para entrar. Eles estão á espera do lado de fora. E assim dizendo, expirou.

Ia esquecendo a mais importante visão: a da avó. Enquanto a mãe lhe segurava a mão, ele diz:

-Mãe, tu tornas-te cada vez menor; estás sempre com a minha mão presa? A avó está aqui comigo e é muito maior e mais forte que tu, não é?..." (“Fenómenos Psíquicos no Momento da Morte”, Ernesto Bozzano, FEB, 3ª edição, 1982).

Neste caso foi confirmado que o menino de 9 anos, falecido, nunca tinha visto a avó, morta 4 anos antes do seu nascimento, e Roy era um seu amigo morto um ano antes. Portanto, Marley, guarde esta experiência como um sinal que lhes foi concedido; uma comunicação não rara, mas que permite-lhe reforçar sua convicção na vida em outro plano. Muitos gostariam de ter passado por isto e poder, ainda que sem palavras, despedir-se daquele que se vai, mas nem sempre é possível. Agradeça e ore por ela, pois certamente ela estará fazendo o mesmo.

1 Comentário:

BEBEL disse...

MINHA MÃE FICOU INTERNADA NO CTI POR 1 SEMANA EM ESTADO GRAVE, TAMBÉM EM COMA INDUZIDO, TEM UMAS 3 SEMANAS. MINHA FILHA DE 5 ANOS ESTAVA SENTADA NA SALA VENDO TV E, POR VOLTA DAS 23:00 ELA APARECEU NO MEU QUARTO PALIDA, CHORANDO E APAVORADA DIZENDO QUE VIRA A AVÓ SAINDO DO QUARTO SORRINDO, OLHANDO PARA ELA E ACENANDO. ELA ME PERGUNTAVA POR QUE ELA HAVIA FEITO ISSO COM ELA. MINHA MÃE AINDA ESTAVA VIVA NO HOSPITAL VINDO A FALECER UNS 3 OU 4 DIAS DEPOIS DISSO. COMO PODE TER APARECIDO PARA ELA SE AINDA ESTAVA VIVA?
ACHEI ESSE ARTIGO MUITO PARECIDO COM O QUE EU PASSEI.

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