27 de dez de 2009

AFINIDADES E AS UNIÕES ENTRE OS ESPÍRITOS

"Tenho 14 anos de idade, moro em São Paulo e sempre tive enteresse pelo Espiritismo. Há algum tempo, me surpreendi com sonhos que tive sobre lugares que eu nunca tinha conhecido ou pelo menos visto na tv ou internet. No começo do ano passado, tive um sonho com um lugar e quando fui viajar lembrei do meu sonho, quando me deparei com o mesmo lugar que eu tinha sonhado, fazendo a mesma coisa, com as mesmas pessoas... Do nada me veio um arrepio, fiquei assustada. Bom, nunca fiu num centro espirita mas tenho muita curiosidade de conhecer. Tenho medo, pois em minha família são todas protestantes. Mas sempre tive isso comigo. Também veio em minha mente agora a ocorrência de amores incondicionais por pessoas que sequer conheço. Há uma mulher por quem eu tenho um amor enorme; e ela por mim. Não dá para explicar. É como se fossemos mãe e filha. Ela é espirita, mas quando estou perto dela parece que nos conhecemos de algum lugar. O mesmo aconteceu com o meu namorado. Parece também que eu o conheço de algum lugar. É um amor inexplicavel o amor dele por mim e essa mulher à qual me referi é a mãe dele. Estou muito confusa". (I.C.M. - comentário à postagem "Os espíritos estão por toda parte")

Quando pensamos em afinidades, tendemos a entendê-las de acordo com os mesmos conceitos que temos para as ligações materiais. As afinidades existentes entre os espíri­tos são muito diferentes das que existem entre os homens. Os homens têm um corpo material, em que o aspecto físi­co é muito forte. As funções glandulares, por exemplo, são determinantes na atração existente entre um homem e uma mulher, fato que não existe entre os espíritos.

Os espíritos criam afinidades cuja base está na seme­lhança evolutiva. As boas tendências predominantes num espírito o farão associar-se a espíritos de igual condição. As tendências negativas são, da mesma forma, o impulso atra-tivo que aproxima espíritos negativos. Espíritos mis­sionários aliam suas forças, almas em busca de perfeição trocam ideias com almas que têm objetivos semelhantes.

Um mau espírito vai sentir repulsa por um espírito evoluído, pois sabe que suas tendências negativas podem ser percebidas por este. Um espírito com luz é uma ameaça para aqueles que não a têm, uma vez que ele poderá de­saprovar seu comportamento e opor-se a eles. É por isso que espíritos avançados sofrem ataques espirituais fre­quentemente, muitas vezes de seres que nem sequer co­nhecem.

O espírito bom, por sua vez, é capaz de sentir a mesma repulsa sem, no entanto, manifestar negatividade. Sua tendência será evitar a presença dos espíritos negativos, afastando-se deles sem raiva. Algumas vezes, porém, um espírito evoluído atrai um espírito sem luz que pode ajudar.

Esse é o caso dos terapeutas, dos médicos, dos assistentes sociais, dos artistas. Todos os seres que possuem uma mis­são espiritual atraem muitos seres desajustados em proces­so de purificação. É o magnetismo do missionário que gera algumas situações desagradáveis como telefonemas ino­portunos, fãs histéricos, inimigos ocultos. Esses fatos ad­vêm da vontade inconsciente que o espírito de pouca evolução tem de receber ajuda para crescer. Podem ser de­sagradáveis, mas representam importante pedido de socor­ro, que o missionário sensível saberá interpretar correta-mente, ao mesmo tempo que impõe seus limites.

O fato de que a semelhança de nível evolutivo é a base para as aproximações espirituais deu origem à regra geral de que um espírito atrai seus semelhantes. O bom espírito buscará os que têm igual padrão de vibração, e com eles sentirá grande afinidade. Os espíritos não deixam, contudo, de respeitar certas necessidades evolutivas e podem passar períodos de convivência com espíritos com os quais não têm afinidades.

No mundo dos espíritos é regra estarem unidos espíri­tos afins. Na Terra, onde os objetivos da evolução têm pre­cedência sobre as inclinações naturais, podem acontecer aproximações motivadas por: karma, provação e expiação. São esses fatores que regem as uniões espirituais, que de­terminam casamentos, sociedades, famílias e outros agru­pamentos espirituais conflituosos entre os espíritos encar­nados.

Quanto às uniões, elas costumam ser estáveis entre os espíritos harmonizados e tendem às separações no caso dos espíritos de pouca luz. Temos que separar as uniões no mundo dos espíritos das que acontecem na Terra.Os grupos espirituais desencarnados estão agrupa­dos por uma razão apenas: afinidade. É por isso que essas uniões são permanentes e acabam formando a chamada fa­mília espiritual. Seres assim reunidos reencontram-se muitas vezes, encarnados ou não, vivendo experiências de alto nível. Quando desencarnados, mantêm a memória de tu­do o que já viveram juntos, mas enquanto encarnados, não têm essas lembranças vivas; apenas sentem impulsos fortes de atração, que não conseguem definir racionalmente. Po­dem viver, nesse caso, a mesma situação que têm no mundo dos espíritos (como repetir a experiência de mãe e filho, por exemplo), mas podem estar apenas próximos, sem um en­volvimento familiar, e mantendo uma grande amizade aqui na Terra. Essa é a explicação para casos em que alguém afir­ma ter encontrado num colega de trabalho um irmão mais sincero do que um irmão carnal. Toda ligação entre espíri­tos afins de bom nível evolutivo é duradoura; por isso há mais felicidade nas uniões assim realizadas.

Aqui na Terra as uniões já não acontecem só pela afinidade entre espíritos de mesma situação evolutiva. Essa maneira de aproximação dos espíritos é a primeira incli­nação da alma e seria a mais espontânea forma de união. Os que já têm certa capacidade realmente acabam por se agru­par assim. No entanto, outras razões, de ordem material, de­terminam a aproximação dos espíritos encarnados, e todas elas são geradoras de conflito.

Convém comentar também que não existe uma união material ou espiritual totalmente predestinada, pois, acima dos desejos espirituais, está a força do livre-arbítrio, que pode alterar qualquer situação.

A partir do livro "Como enfrentar situações de perda", de Celina Fioravanti

2 Comentários:

Kelly disse...

Estou há três meses acompanhando esse site. Como tem sido de grande ajuda!!! Somente com a alegria que imagino que as psicografias aqui escritas trazem as famílias, e com os textos que tanto me ensinam, é que me vejo capaz de sobreviver em meio a tanto vazio.
Vazio esse que ficou no lugar que minha sobrinha deixou ao partir. Nunca procurei por uma psicografia dela, mas agora sinto algo muito forte, como se ela quisesse me dizer alguma coisa. É uma história complicada, que envolve problemas judiciais com a guarda do filho dela.
Procuro ajuda para poder ouvi la. Já senti a presença dela aqui em minha casa, que ficou comprovada com a brincadeira que ela fez com minha filhinha de 3 anos, e que minha filha me contou, dizendo que era a mãe do Ric ( é assim que minha filha chama o filhinho da minha sobrinha)
Deixo meu email para que alguém possa entrar em contato e eu possa contar em detalhes essa história, que não acabou com a morte dela, os problemas maiores apenas começaram e a vida de uma criança de 1 ano e meio está em jogo.
kobor_3@hotmail.com. Aguardo contato, para que possamos juntos ao menos tentar ouvir o que ela tem a dizer.
Obrigada

Mel Gama disse...

Oi, meu amigo!
Espero que tenha tido um Natal lindo e receba os melhores votos para 2010! \o/
Belíssimo texto e não há como não se perceber nele - obrigada por nos dar a oportunidade de aprender um pouco mais sobre esta linda Doutrina e sobre nós mesmos!
Beijo no coração
Mel

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