3 de ago de 2010

DEFICIENTES VISUAIS NO LANÇAMENTO DE 'CHICO XAVIER' EM DVD

Alegria e emoção marcaram o lançamento do filme “Chico Xavier” em DVD e Blu-ray. A Sony Pictures Home Entertainment realizou neste sábado, 31 de julho, uma sessão de cinema especial para pessoas com deficiência visual, exibindo o filme para cerca de 100 pessoas com um recurso chamado audiodescrição, presente tanto no DVD quanto no Blu-ray.

O evento, que aconteceu no Espaço Unibanco, em São Paulo, também contou com a presença de parte do elenco, pessoas com deficiência visual que vieram de outras cidades e a grande maioria que nunca havia pisado em um cinema antes.


Depois de ser visto por cerca de 3,5 milhões de pessoas nas telonas, chegou a hora de levar esse fenômeno do cinema nacional para a casa. Dirigido pelo exigente e competente Daniel Filho, o filme “Chico Xavier” é baseado no livro As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior, e conta a trajetória do médium que viveu 92 anos desenvolvendo importante atividade mediúnica e filantrópica.

Com uma vida conturbada, cheia de lutas e muito amor, Chico Xavier escreveu mais de 400 livros psicografados, consolou milhares de pessoas, pregou a paz e estimulou a caridade. Ele faleceu após o Brasil se consagrar Pentacampeão mundial, e agora, no ano em que completaria seu centenário, sua história pode ser conhecida por todos. Todos mesmo!

Isso porque tanto o DVD quanto o Blu-ray do filme chegam com recursos que fazem deles produtos acessíveis inclusive para pessoas com deficiências auditivas - já que contam com legendas também em Português - e, o mais incrível, também para quem apresenta deficiência visual. Nesse último caso, o recurso utilizado é a audiodescrição, ainda pouquíssimo explorado no Brasil.

A audiodescrição é o detalhamento em áudio de informações veiculadas visualmente, mas que não estão contidas nos diálogos de um filme, comportando-se como um o áudio extra, integrado ao som original, que contém descrições, por exemplo, de cenários, expressões faciais e corporais dos personagens, conteúdo de texto, figurinos, indicação de tempo e espaço, movimentações em geral e outros elementos relevantes para a captação e compreensão da obra por pessoas impossibilitadas de usufruir total ou parcialmente dos recursos visuais.

Inserida nos intervalos dos diálogos e ruídos importantes, a audiodescrição não atrapalha o andamento do filme. Por conta disso, o recurso também não pode ser entendido como uma espécie de livro-falado, ou como as antigas novelas de rádio, pois precisa se harmonizar com o filme, motivo pelo qual o/a audiodescritor (a) deve ser um profissional sensível à linguagem cinematográfica e com capacidade de síntese. Além disso, a busca da fidelidade ao filme deve ser perseguida pelo audiodescritor (a), evitando antecipar, julgar ou interpretar o filme.

“É muito bom, ao término de um espetáculo ou filme, a pessoa com deficiência estar em sintonia com a conversa e as interpretações de cada um. Meu grande sonho é que, em breve, a audiodescrição seja uma prática disponível em larga escala e que todos possam ter acesso a tudo que se interessarem, seja na TV, no teatro, no cinema, na internet, no museu, nos parques, nas praças, coretos, etc”, comenta Rosângela Ribeiro Mucci Barqueiro, psicóloga, audiodescritora e Relações Institucionais da Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual.

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