17 de out de 2010

A MORTE NÃO É TUDO. NÃO É O FINAL - Rosamunde Pilcher

 
A morte não é tudo. Não é o final. Eu somente passei para a sala seguinte. Nada aconteceu. Tudo permanece exatamente como sempre foi. Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos permanece intocada, imutável. O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos. Chame-me pelo antigo apelido familiar. Fale de mim da maneira como sempre fez. Não mude o tom. Não use nenhum ar solene ou de dor. Ria como sempre o fizemos das piadas que desfrutamos juntos. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim. 

Deixe que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como foi. Faça com que seja falado sem esforço, sem fantasma ou sombra. A vida continua a ter o significado que sempre teve. Existe uma continuidade absoluta e inquebrável. O que é esta morte senão um acidente desprezível? Por que ficarei esquecido se estiver fora do alcance da visão? Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo, bem próximo, na outra esquina. Está tudo bem.

September (Setembro, 1990)
Trecho do livro "Setembro" (Bertrand Brasil, 16a. edição, Tradução de Angela N.Machado, pág. 450).
Rosamunde Pilcher (Cornuália, 1924) é uma escritora inglesa, nascida na Cornualha no dia 22 de Setembro de 1924, falecendo aos 85 anos depois de uma carreira da qual seu mais famoso livro foi "Os Catadores de Conchas, publicado em 1987 aos 63 anos de idade. Pilcher edita o seu primeiro livro, Half-way to the Moon, em 1949, usando o pseudônimo Jane Fraser e só após dez títulos opta pelo uso do seu nome. A Secret to Tell, publicado em 1955, é assim o primeiro dos vinte e três romances que escreve já sob o nome de Rosamunde Pilcher.


* * *
Na verdade, a passagem acima é de autoria controversa. No Brasil, é comumente conhecida como "Oração de Santo Agostinho", mas sem atribuição precisa da fonte e apenas indicando-a como do religioso católico argelino, radicado na Itália, Santo Agostinho de Hipona (354 a 430). Em pesquisas, foram encontradas duas versões .
De outro lado, há versões semelhantes atribuídas ao pároco da Catedral de St. Paul (Londres) e professor de Teologia da Univerdade de Oxford, na Inglaterra, Henry Scott Holland (veja aqui) e ao padre Giacomo Perico (Ranica, 1911 - Milão, 2000), veja aqui.

1 Comentário:

Eliana disse...

obrigada...suas palavras me fizeram muito bem.
vou orar sim todos os dias a oração e pedir a Deus que o conforte, eu me viro aqui na terra ...minha maior preocupação é ele...pois nao sei como é lá...como ele está... ele era muito dependente meu, nao parecia quem visse jamais diria isso, mas nós sabiamos da nossa cumplicidade, ele era forte p. me proteger, mas era uma no fundo uma criança, eu nao podia ter nem gripe..que ele ja se preocupava tanto...e qdo ele tinha qq coisa ficava todo manhoso...realmente me preocupo com ele, por isso seguirei suas palavras, para ele ficar bem tenho que estar bem, como sempre foi...
o choro é de saudade...pois ela é muito grande...mas...
abraço e mais uma vez obrigada,
eliana

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