1 de nov de 2010

CARMA NAS RELIGIÕES ORIENTAIS

Mario Tama/Getty ImagesSeguidores de Jain acreditam que
o carma é uma substância física
Para as religiões orientais, o carma é um fato espiritual, filosófico e ético. Ele ajuda a explicar desigualdades entre os animais, encoraja boas ações e permite com que as pessoas entendam os altos e baixos da vida. Porém, o hinduísmo, o budismo, o siquismo e o jainismo têm idéias divergentes sobre como o carma funciona e suas influências na existência de uma pessoa em vidas subseqüentes.

Os hindus acreditam que a alma está presa num ciclo de nascimento e renascimento chamado samsara. Até que uma pessoa reprima todos os seus desejos e aceite que a alma individual é a mesma coisa que a alma absoluta, ela deve sofrer no samsara e abrir mão da moksha, o objetivo da salvação. Mas devido ao fato da moksha ser o objetivo principal, somente alcançado após a abdicação de todos os desejos, a maioria dos hindus tentam gerar um bom carma para que possam nascer numa vida melhor.

A lei do carma rege o samsara, com boas ações produzindo um bom carma e más ações criando um carma negativo. Para os hindus, o bom carma é geralmente produzido ao cumprir suas tarefas sociais de forma correta. Eles também acreditam que pelo carma reger suas próprias leis, não há a necessidade de interferência divina.

Enquanto os hindus acreditam que uma alma imutável reencarna até alcançar a salvação, os budistas acreditam que o carma acumulado de uma alma, e não a alma em si, reencarna em vários corpos. A alma, que consiste dos cinco skandhas, conjunto que representa o corpo, as sensações, as percepções, os impulsos e a consciência, desaparece na hora da morte. No entanto, o carma acumulado pela alma se torna um vijñana, "verbe da consciência", numa nova vida [fonte: Encyclopaedia Brittanica (em inglês)]. Como os hindus, os budistas esforçam-se para escapar do ciclo do samsara ao atingirem um estado de total passividade. Muitos budistas acreditam que uma pessoa pode romper o ciclo de reencarnação e alcançar o nirvana ao passar por diversas vidas e seguir a doutrina do Caminho Óctuplo ou "caminho do meio".

O siquismo também ensina sobre a lei do carma e sobre a reencarnação. Para o siquismo, o carma influi na qualidade da vida presente e de vidas futuras. Para sair da corrente de reencarnação, os seguidores devem entender Deus e acabar se tornando um deus também.

Nem todas as religiões orientais consideram o carma como uma lei. O jainismo ensina que o carma é uma substância atômica, uma espécie de partícula que se instala na jiva, ou alma. Os seguidores de Jain acreditam que enquanto a alma sofre com o carma, ela permanece presa num ciclo de nascimento e renascimento. Como as qualidades negativas da alma (como a ira, a ganância ou o orgulho) fazem o carma permanecer, os seguidores de Jain tentam diminuir suas paixões, viver humildemente e não fazer mal a nenhum ser vivo, a não ser em legítima defesa.

Enquanto as religiões orientais sustentam o carma como um princípio espiritual por milênios, ele ainda é uma idéia nova para muitos ocidentais. Na próxima página, vamos descobrir como o carma ganhou o Ocidente.

Sarah Dowdey.  "HowStuffWorks - Como funciona o carma".
Publicado em 30 de junho de 2008. Leia no original
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