5 de nov de 2010

CARTAS DE CHICO XAVIER - DEPOIMENTO DA DIRETORA


Em 2004, ouvi o relato de uma pessoa que esteve em Uberaba anos antes e acompanhou uma sessão de psicografia de Chico Xavier. Enquanto ela descrevia a cena, fiquei imaginando como seria receber uma carta. Nesse instante, tive vontade de fazer essa pergunta para as pessoas que as receberam. E pensei no quanto esse fato poderia ter mudado suas vidas. Nessa mesma noite surgiu a idéia de fazer o filme.

Captamos parte dos recursos no final de 2006 através do investimento do BNDES e o projeto recebeu o patrocínio da Eletrobrás em 2007. Começamos a pesquisa em junho daquele ano, que se deu a partir da ajuda valorosa de pessoas ligadas ao tema como o jornalista Marcel Souto Maior, autor de As Vidas de Chico Xavier, e de pessoas importantes do movimento espírita como Dra. Marlene Nobre, Prof. Paulo Rossi Severino, Dona Nena Galves, Dr. Caio Ramaciotti, Dona Yolanda Cezar, entre outros. Essa “rede de conhecimentos” nos levou a São Paulo, onde realizamos as filmagens em setembro e outubro de 2007.

Durante o processo da pesquisa fomos surpreendidos pelo fato de que há muito mais cartas de filhos para os pais do que para outro grau de parentesco ou relacionamento. Parece que Chico privilegiava esse tipo de “correspondência” considerando que essa não é a ordem “natural” da vida e que a dor da perda de um filho é uma dor sem nome.

Esse fato foi determinante para que a montagem do filme elegesse essas histórias para serem contadas.

* * *

Cristiana Grumbach
Esse não é um filme autobiográfico, não participo dele na condição de alguém que viveu história semelhante. Tive perdas de pessoas queridas, como quase todos, mas essas histórias não fazem parte do filme.

Ao mesmo tempo, nesse filme está o encontro com a mãe que me tornei ao longo de sua realização, com ele estou aprendendo esse amoroso ofício. E dedico o filme a minha mãe, alguém que me fez pensar sobre a vida e a morte a cada instante.

Aprendendo a ser mãe, escrevendo uma nova história com a minha mãe que hoje vive em mim e em meus filhos - assim é que este filme me fala. E com ele quero ligar os elos que nos fazem corrente de vida, sem ponto.
Cristiana Grumbach 
Diretora do documentário "As Cartas de Chico Xavier".

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