18 de jun de 2011

A MORTE E AS LEMBRANÇAS - Tony Bellotto


Na segunda-feira passada, dia 13 de junho de 2011, Titãs (eu, Sérgio Britto, Branco Mello e Paulo Miklos) e ex-Titãs (Arnaldo Antunes, Nando Reis e Charles Gavin) se encontraram na casa do Nando, em São Paulo, para uma reunião de trabalho. O motivo da reunião era profissional e a data fora marcada na semana anterior depois de um vai-e-vem natural quando se tenta concatenar agendas tão díspares e agitadas. Seria a primeira vez que nos reuniríamos oficialmente (ainda que para um prosaico jantar reunião) desde a saída do Nando da banda há quase uma década.

A data inicialmente cogitada para o encontro era a quarta-feira, dia 15, mas não havia disponibilidade de todos. Tentou-se o dia anterior, terça, e ainda assim não se chegou a um termo. Vamos marcar na segunda então, disse alguém, e assim foi marcada a reunião na segunda-feira. Só alguns dias antes do encontro nos demos conta de que a data marcava os dez anos da morte de Marcelo Fromer, Titã emérito, irmão e eterno companheiro.

Até para céticos de carteirinha, como eu, a coincidência foi inegavelmente bastante significativa. Carl Jung construiu toda uma teoria (a da Sincronicidade) em torno de acontecimentos assim. Independente do que se falou, ou se decidiu, ou se bebeu e comeu na reunião, o espírito do Marcelo vagou luminoso pela sala da bela e arejada casa do Nando. E fez vir à lembrança os bons – e também os ótimos, os maus e até os terríveis -- momentos vividos ao lado do saudoso guitarrista gourmet. Dez anos podem ter passado voando, mas um homem nunca terá morrido completamente enquanto alguém ainda se lembrar dele.


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