20 de out de 2012

'O TELEFONE SÓ TOCA DE LÁ PARA CÁ'

Quando termina o atendimento individual, Orlando vai para o palanque do auditório, que permanece coberto de flores, e começa a psicografar as cartas. Ele tira os óculos e passa horas escrevendo, com uma das mãos cobrindo parcialmente os olhos. Enquanto isso, o público ouve testemunhos, palestras, e músicas que também compõem o roteiro de evangélicos e católicos.

Quando a psicografia acaba, o público está de pé, de mãos dadas, cantando “Jesus Cristo”, de Roberto Carlos, em coro. Todos, ansiosos, são informados de que, como dizia Chico Xavier, “o telefone só toca de lá para cá”, ou seja, não tem como definir quem irá se comunicar com os que ficaram. As nove cartas psicografadas começam a ser lidas na frente de todos, e quem, ao final, não recebe nenhuma comunicação, sai com a certeza de que foram priorizados pelos espíritos aqueles parentes que sofriam mais.

Entre os que tiveram a sorte de ouvir uma mensagem estava Izolda. Ana Carolina explicou para a mãe que o casal de gêmeos está crescendo no plano espiritual e já está com dois aninhos. Ela contou que sabia dos riscos quando ficou grávida, mas que optou ainda assim por tentar trazer os filhos ao mundo. Izolda caiu aos prantos, bem como os poucos da plateia que sabiam de sua história. Outras duas mães receberam notícias dos filhos que cometeram suicídio. Eles pediram perdão e explicaram seus motivos.

O público também ficou emocionado ao ouvir o conteúdo da carta que uma jovem recebeu do namorado Mayros, vítima de um acidente de trânsito na BR-163, em Campo Grande, em dezembro do ano passado. A carta relatou que ele ficou sem ação quando uma camionete veio em sua direção. Todos o que foram chamados ganharam flores, a carta psicografada que receberam e uma gravação. Detalhes fazem com que ninguém duvide da veracidade.

 “Releve os erros alheios”, diz carta entregue à mãe

Tim Lopes - Em outubro de 2008, uma médium de um centro espírita da Baixada Fluminense psicografou uma mensagem atribuída a Tim Lopes. Essa foi uma das quatro cartas divulgadas pela família do jornalista, executado brutalmente no dia 2 de junho de 2002 na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio. Abaixo, a carta na íntegra.

“Acalma o teu coração, mamãe. Não chores mais. Vês, tudo tem o seu momento. O meu chegou. E dele não pude fugir. Sei que sofre a dor da saudade. Mas a tua dor não me deixa caminhar. Como Maria, a mãe de Jesus, tem o nome. E como o destino dele, foi o amor ao seu filho, como todas as mães o fazem. Releve os erros alheios e não deixes mágoas no seu coração, que já está tão cansado. De onde me encontro, tenho muitos amigos, que me ajudam a crescer. Assim, por intermédio desse irmão, um amigo, posso hoje conversar com você. Mãe querida, mãe Maria. Como a mãe de Jesus. Sei que sempre me abençoa. Os irmãos sempre te ajudarão. Fique em paz e agradeça a Jesus por tanto, tanto nos amar. Fique em paz que o meu caminho tem sempre um irmão amigo a me ajudar. Teu filho amado”.

2 Comentários:

Edna disse...

a partida e a chega desde que eu achei esse siti eu nunca mais parei de ler hoje eu uso e recomendo

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