16 de mai de 2015

'SOMOS CAÇADORES DE FANTASMAS'

Rosa Maria e o marido conversam com espíritos atormentados e os ajudam a resolver assuntos inacabados. Só assim eles encontram paz e deixam de assombrar os vivos...


Uma família rica vivia num palacete no centro da cidade de São Paulo. O pai morreu e deixou uma herança valiosa para os dois filhos. Ambiciosos, eles brigaram violentamente numa noite de maio de 1937. A disputa terminou com um dos irmãos e a mãe mortos na sala de jantar. Depois, o filho assassino atirou duas vezes contra o próprio peito. Depois da tragédia, o chamado “Castelinho da Rua Apa” só foi habitado uma vez, porque a vizinhança dizia que a casa ficou mal-assombrada. As pessoas ouviam vozes e viam vultos pelas janelas. Ninguém se atrevia a entrar. Até que eu e meu marido visitamos a mansão, em abril deste ano, e uma senhora com um coque fino e vestido fechado até o pescoço me convidou a sentar...

Aquela mulher, de rosto tão triste, me pediu apenas que rezasse com ela. Oramos e ela se foi. Esse foi apenas um dos casos – e dos mais fáceis – em que eu e meu marido João ajudamos espíritos atormentados a encontrarem paz. Investigo casos paranormais há mais de 20 anos e já viajei o Brasil resolvendo mistérios. Até problema na Suíça solucionei. É que sou vidente, telepata e consigo me comunicar com os espíritos que ficaram presos neste plano por causa de algum assunto inacabado. Juntos, resolvemos o problema e as almas se vão. Isso me rendeu o título de “caçadora de fantasmas”.

Descobri o dom quando Jesus sorriu pra mim 

Dar paz aos espíritos e às famílias que eles atormentam é minha missão na vida. Descobri meu dom cedo, aos 6 anos, quando o Jesus de um quadro sorriu pra mim e sempre soube que teria que usar minha sensibilidade para o bem. As crianças da escola sempre me disputavam para os trabalhos e me consultavam antes das provas porque eu já sabia o que ia cair, mas nunca me aproveitei desses poderes. Imagina chegar na casa de parentes e saber tudo sobre os problemas que eles estão vivendo antes que te falem? É muita responsabilidade.

De lá para cá, já fui chamada de coisas como mãe de santo e médium, mas não me reconheço nesses nomes. Também não tenho religião e não discrimino ninguém na hora de prestar serviço, que faço de graça. Banco minhas investigações com meu emprego como consultora empresarial paranormal. Alguns bancos e empresas me contratam para analisar o futuro de um produto, tendências de mercado e até contratações. Não posso falar muito sobre o assunto porque ele é sigiloso, mas foi assim que conheci o João, com quem me casei em 1997. No começo ele não botava muita fé no meu dom, mas me viu conversar com espíritos tantas vezes e testemunhou tantas provas de almas presas no plano material que hoje ele vai às casas mal-assombradas comigo. É caçador também.

Nem sempre tem alma na casa. Sei identificar

Nesses anos juntos, visitamos muitas casas e até locais de trabalho. Cerca de 2/3 dos casos não dão em nada. Muitas vezes as pessoas acham que ouviram vozes sussurrando, mas era só o encanamento velho fazendo barulho. Mas às vezes as impressões são verdadeiras e aí tenho que intervir, como mostro no meu canal do Youtube, Caça Fantasmas Visão Paranormal. Nossos vídeos mostram os vários equipamentos que usamos, como gravadores digitais, lanternas e medidores de campos eletromagnéticos (EMF), frutos do nosso investimento de cerca de R$ 20 mil. 

É possível sentir os espíritos antes que apareçam porque o cômodo fica gelado. Eu escuto muita coisa e o João, que não é paranormal, consegue ouvir sussuros indistintos. São as almas pedindo socorro. E a ajuda que elas precisam pode ser tão simples... Uma vez, visitamos uma casa em que uma menina paraplégica havia morrido e a mãe se queixou de barulhos. Cheguei lá e constatei a atividade paranormal. Conversei com o fantasma, que me disse que se sentia culpada por nunca ter ajudado a mãe a lavar a louça. Eu a levei até a cozinha, onde ela lavou pratos e acabou com a culpa. Só que nem sempre os fantasmas são tão camaradas assim. Já investiguei um antigo matadouro de escravos assombrado pelo espírito do capataz, que me empurrou com força e quebrei o braço! Ossos do ofício... Às vezes também sinto presenças que não consigo identificar. Talvez sejam demônios, energias ruins. Não sei. Mesmo assim não tenho medo de fantasma. 

Energia ruim atrai alma penada. Cultivo a paz!

Tudo isso me ensinou que o jeito como levamos nossa vida é muito importante, porque nos afeta depois da morte. Eu não quero ficar presa aqui quando deveria estar em outro plano! Por isso, procuro ter uma vida tranquila, sem cultivar o ódio e a raiva e sempre ajudando o próximo. Sentimentos ruins podem nos ligar a lugares e mesmo pessoas. Ao mesmo tempo, um ambiente com clima pesado por conta de raiva e frustração gera energias negativas que atraem espíritos mal resolvidos. Melhor lidar com os problemas em vida e não deixar nenhuma ponta solta! Eu, hein?! - ROSA MARIA JAQUES, 66 anos, escritora, Amparo, SP

“Além de fantasmas, vamos começar a investigar ETs” 

“Nenhuma outra pessoa no nosso país teve a coragem de sair por aí caçando fantasmas e tenho muito orgulho de fazer parte desse time pioneiro com minha mulher! Apesar de não conseguir sentir ou ver nenhum espírito, ajudo a Rosa nas buscas há 18 anos! Sou o responsável por  registrar cada detalhe dos casos que investigamos em vídeos que eu mesmo filmo e depois publico no nosso canal do Youtube! Os internautas que acompanham nossas aventuras pela internet às vezes colaboram e nos ajudam a perceber detalhes que tinham passado em branco, como algum barulho diferente ou mesmo uma aparição estranha no canto da imagem.  Além de contar com os valiosos poderes paranormais da Rosa, nós gastamos  R$ 20 mil em artefatos que nos ajudam a identificar a presença sobrenatural no ambiente! São medidores de som, temperatura e campo magnético, além do equipamento de filmagem e lanternas. Sempre que um espírito está por perto, os aparelhinhos especiais começam a vibrar e emitir sons muito altos. Eles servem para demonstrar para os não-paranormais, como eu, que alguma coisa estranha está acontecendo naquele local. Agora, nós dois estamos estudando ufologia, que investiga objetos voadores não identificados, relatos de experiências com seres de outros planetas e todo o mundo dos extraterrestres!  Pretendemos visitar cidades como Varginha e São Tomé das Letras, em Minas Gerais, e continuar desvendando mais mistérios sobrenaturais pelo país inteiro!” 

JOÃO TOCHETTO, 54 anos, jornalista e caça-fantasmas,  o marido da Rosa.

A partir da revista Sou Mais Eu. Leia no original

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